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Programa CNA Jovem é destaque em evento internacional

Brasília (12/05/2022) – O programa CNA Jovem foi apresentado como um estudo de caso de sucesso, na quarta (11), durante o evento PSM Diálogo da Juventude da América Latina e o do Caribe, realizado pela organização Rede Agroalimentar Internacional (IAFN).

Durante o evento, foram apresentadas seis iniciativas da América Latina selecionadas como ações relevante para a agricultura e segurança alimentar.

“O CNA Jovem, que desde 2014 já envolveu mais de 4.900 pessoas em todo o Brasil e estimulou a criação de mais de 200 iniciativas foi selecionado com mais 5 cases como trabalhos de destaque que estimulam a promoção do engajamento e emprego dos jovens na agricultura e sistemas alimentares”, explicou a coordenadora do programa, Fernanda Nonato.

Os temas debatidos durante os encontros com as jovens lideranças irão nortear a elaboração de um documento comum para ser apresentado em um fórum da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em outubro deste ano.

Julia Cristina explicou a dinâmica do CNA Jovem
Julia Cristina explicou a dinâmica do CNA Jovem

A representante do Distrito Federal na quarta edição do programa do Sistema CNA/Senar, Júlia Cristina Campos, apresentou os objetivos e estratégias do CNA Jovem.

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“O diferencial do CNA Jovem é o foco no desenvolvimento de novos líderes. A partir da identificação dos nossos perfis de liderança somos desafiados a propor e solucionar desafios reais em nossas regiões para que, assim, sejamos de fato vistos e aceitos como líderes”, destacou.

Julia ressaltou que o Senar oferece apoio de mentoria de profissionais seniores que os jovens possam compartilhar suas dúvidas e receber orientações nas suas decisões mais difíceis. Além disso, trabalham outras competências de liderança, como comunicação, mediação de conflitos, educação sócio emocional.

Ana Carolina apresentou duas iniciativas desenvolvidas a partir do CNA Jovem
Ana Carolina apresentou duas iniciativas desenvolvidas a partir do CNA Jovem

Ana Carolina Zimmermann, uma das vencedoras da quarta edição do CNA Jovem, apresentou dois projetos desenvolvidas pela sua equipe Elo 8, que à época tinha o desafio de aproximar jovens do campo e da cidade para dialogar sobre segurança alimentar.

“O podcast Tagarelo foi pensado com objetivo de criar um ambiente seguro para diálogo entre pessoas da cidade e do campo para compartilhar desafios e soluções. Nos episódios tratamos sobre situações reais relacionadas ao desperdício de alimentos, turismo rural, gestão de resíduos e alimentação consciente”, explicou.

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O Workshop Alimente foi o outro projeto apresentado por Ana. “Nesse projeto envolvemos questões de economia circular, ESG, negócios de impactos sociais para resolver questões reais. As equipes eram compostas por pessoas com perfil heterogêneo, como por exemplo, veganos, agricultores, empresários, engenheiros com a intenção de resolver problemas reais também em um ambiente seguro, em uma atmosfera neutra”.

Para conhecer um pouco mais sobre o CNA Jovem, acesse: https://cnajovem.org.br/

Assessoria de Comunicação CNA

Telefone: (61) 2109-1419
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Fonte: CNA Brasil

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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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