Agro Notícias
Professoras campeãs do Agrinho MS relatam transformação de comunidade escolar e alunos após o prêmio
Docentes Nayara Cardoso, Maria Florisa Gomes e Eliane Muchon foram premiadas em 2019.
Professoras da Escola Municipal Paulo Ney, de Anaurilândia, se emocionam ao falar da mudança promovida pelo programa Agrinho em toda comunidade escolar e nos alunos após vencerem a categoria ‘Experiência Pedagógica’ em 2019. Três docentes venceram as três primeiras colocações da disputa no último ano do programa. Esse é o tema da série #TransformandoVidas desta semana.
“Foi um privilégio participar do programa Agrinho. Foi uma experiência exitosa, tanto para mim, como professora, para meus alunos e para toda comunidade escolar. Na escola tem uma grande transformação. Os alunos passam a conhecer o que não está na rotina deles”, comenta a docente Eliane Muchon.
As professoras Nayara Cardoso, Maria Florisa Gomes e Eliane Muchon foram premiadas em 2019. Neste ano o programa será retomado após dois anos paralisado por conta da pandemia.
“Foi muito emocionante e gratificante para a gente também, porque veio de encontro com o nosso trabalho pedagógico. Era tudo que a gente sempre queria, porque sai um pouco do contexto da sala de aula. E o Agrinho oferece isso para a gente. além de ter os técnicos apoiando, ele tem todo o material pedagógico, que é dentro do nosso referencial curricular”, lembra Maria Florisa.
“Posso observar uma mudança dos meus alunos. Eles se sentem protagonistas e pertencentes ao projeto. Acredito que o Agrinho me transformou como profissional também, porque ele me motiva ser uma pessoa criativa. Eu sempre quero buscar coisas novas para os meus alunos. E o Agrinho me deu esse despertar”, completa Nayara.
Maria Florisa se emociona ao lembrar da diferença que o programa fez na vida e no desenvolvimento de cada aluno e dela também.
“Até hoje eu me emociono em falar, porque a gente vê a diferença que faz na vida de cada um. Como professor foi gratificante, porque é um reconhecimento também do nosso trabalho. Essa transformação foi renovadora. Aprendi muito, cresci bastante. Mais aprendi do que ensinei, na verdade. Eu me surpreendi com eles e com o programa”, finaliza.
Transformando Vidas – Toda sexta-feira, o Sistema Famasul divulga uma reportagem sobre a atuação do Senar/MS e as suas transformações no campo. Confira outras histórias de sucesso no canal no YouTube, e conteúdos sobre Agrinho em ‘Mercado Agropecuário’ e ‘Educação no Campo’.
Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul – Leandro Abreu
Agro Notícias
União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.
Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.
Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.
As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.
A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.
A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.
Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.
A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.
Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.
Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.
Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.
Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.
Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.
A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.
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