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Participantes do mutirão rural doam cabelo para produção de perucas

O Mutirão Rural oferta uma gama de serviços de ação social às comunidades rurais graças aos recursos do produtor rural. Um deles é o corte de cabelo, sempre realizado por parceiros do evento. A novidade é que neste ano, aqueles que quiserem dar um trato no visual durante o Mutirão, também poderão ajudar o próximo. Durante a etapa de 2022, cerca de 20 mechas de cabelo já foram doadas a instituição responsável por arrecadar os fios e fazer perucas para pacientes em tratamento contra o câncer ou com alopecia.

De acordo com Rafaelli Leite, analista responsável pelo Mutirão Rural do Senar-MT, apesar de ainda não haver parceria oficial com alguma instituição, a possibilidade de doação de mechas atraiu a atenção das participantes. “As mechas arrecadadas são provenientes das diversas cidades que já passamos neste ano. O profissional pergunta sobre o interesse em doar e caso seja positivo ele faz o corte adequado”, destaca.

O Projeto Fios de Amor, de Rondonópolis, foi o escolhido para receber as doações por iniciativa da instrutora credenciada ao Senar-MT, Thayssa de Moraes.  “Eu já fiz algumas doações do meu cabelo mesmo nessa ONG e quando vi no Mutirão que algumas meninas/mulheres cortavam um tamanho legal de cabelo e que podia ser doado, levantei essa ideia e começamos a informar sobre a possibilidade de doação. As participantes gostaram e doaram”, destaca.

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Segundo a coordenadora do Projeto, Cleide Bastos, as doações são direcionadas ao Instituto Atitude na Cabeça em Curitiba, responsável por fazer perucas que são distribuídas em todo o Brasil. “Elas são destinadas a pacientes em tratamento com quimioterapia que perdem seus cabelos e pessoas que sofrem com alopecia. Não sabemos mensurar a quantidade de pessoas que já foram beneficiadas em seis anos de projeto”, destaca.

Para fazer uma peruca é necessário que as mechas tenham no mínimo 20 centímetros de comprimento. Mesmo assim, outros tamanhos são aceitos. “Acabamos recebendo com tamanho menor para fazer algum acabamento de franja ou mesmo alguma peruca bem curtinha”, afirmou Cleide.

Para ser doado, o cabelo deve estar limpo e seco, sem produtos finalizadores. Ao preparar o cabelo para cortar, deve ser amarrado com elásticos bem firmes em mechas pequenas. Depois devem ser armazenados em um recipiente limpo e levados a um dos locais de coleta.

Iniciativa – O Mutirão Rural acontece de forma itinerante em 2022 até o mês de agosto. Em maio, o programa irá passar por 14 municípios, incluindo a capital Cuiabá. As pessoas interessadas em doar os cabelos durante o evento devem se atentar ao preparo e cuidados acima, para que os fios estejam preparados no dia. Confira abaixo a programação do próximo mês:

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Programação de maio

04/05 – Rosário Oeste – Comunidade Raizama

05/05 – Acorizal – Comunidade Tenda

06/05 – Nossa Senhora do Livramento – Comunidade Laginha de Cima

07/05 – Poconé – Comunidade Distrito do Chumbo

11/05 – Santo Antônio de Leverger – Comunidade Morrinho

12/05 – Planalto da Serra – Assentamento L3

13/05 – Chapada dos Guimarães – Comunidade Praia Rica

14/05 – Cuiabá – Distrito da Guia

18/05 – Apiacás – Comunidade Santa Terezinha

20/05 – Paranaíta – Comunidade Sombra da Manhã

21/05 – Nova Monte Verde – Comunidade São José do Apuy

23/05 – Colíder – Comunidade Marco de Cimento

25/05 – PA Vida Nova II

28/05 – Alta Floresta – Pista do Cabeça

Fonte: CNA Brasil

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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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