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Parecis Super Agro encerra programação de feiras em março


Crédito da foto: Parecis Super Agro

Começa nesta terça-feira (29.03) no Parque de Exposições Odenir Ortolan, a edição 2022 da Feira Parecis Super Agro. O evento ocorre no município de Campo Novo do Parecis e encerra a programação de feiras de negócios do mês de março.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) é parceiro no evento. Os visitantes poderão esclarecer dúvidas no estande da instituição sobre os produtos ofertados pelo Senar-MT e conhecer equipamentos e maquinários agrícolas de empresas parceiras dos polos tecnológicos.

Além do espaço, o Senar-MT também trará a palestra do professor de agronegócio global do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), Marcos Jank.  O tema da apresentação será Geopolítica e Tendências do Agronegócio Global. Ela será realizada na quinta-feira (31.03), às 14h.

De acordo com o professor, será abordada uma análise sobre o atual cenário mundial. “Vamos tratar sobre a geopolítica que se constrói com a Guerra da Ucrânia, a relação entre Brasil, China e Índia e falar sobre as principais commodities que Mato Grosso exporta”, afirma.

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A Parecis SuperAgro 2022 é uma realização do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis e parceiros. Com estimativa de reunir em média 5 mil pessoas por dia, a feira terá mais de 150 marcas expondo serviços e produtos. A programação completa está em www.parecissuperagro.com.br.

Próximos eventos – De 19 a 22 de abril acontecerá a 3ª edição da Norte Show, feira de negócios no município de Sinop. Outras cidades já programam feiras para o mês de maio, como São José do Rio Claro, com a Expoclaro dos dias 04 a 08. De 18 a 21 de maio está programada a Tecnoalta em Alta Floresta e de 22 a 28 de maio, a 2ª Oeste Rural Show Técnico, em Pontes e Lacerda.

O Sistema Famato, em parceria com a Embrapa, está nos preparativos para o evento Famato Embrapa Show. O evento será de 22 a 24 de junho, em Cuiabá.

Fonte: CNA Brasil

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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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