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Parcerias com polos tecnológicos disponibilizam novas tecnologias ao produtor rural


Representantes da Agroflux em visita ao Senar-MT

Os produtores rurais de Mato Grosso têm a oportunidade de conhecer os lançamentos tecnológicos do mercado, na prática, graças às capacitações ofertadas nos Centros de Treinamento (CTs), também conhecidos como polos tecnológicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT).

Ao todo, são mais de 40 empresas parceiras que disponibilizam seus maquinários para cursos nos mais de dez CTs em uso, áreas que podem ser utilizadas por todos os 93 Sindicatos Rurais do estado. Os espaços consistem em infraestrutura com salas de aula, auditórios e espaço aberto para realização de capacitações com maquinários agrícolas. Os equipamentos e máquinas são utilizadas em parceria com empresas fabricantes que fornecem utensílios afim de que produtores rurais conheçam as suas tecnologias.

Em 2022, novas parcerias já foram firmadas. A empresa Agroflux disponibilizou quatro unidades do equipamento Fluxin, responsável por fazer a leitura de bicos dos pulverizadores. O gerente comercial da empresa em Mato Grosso, Durval Carneiro, destaca que é uma tecnologia nova e acessível a produtores rurais de pequeno e médio porte. “O fluxin substitui o serviço manual, informando dados com precisão que são enviados para o celular via bluetooth. A parceria com o Senar-MT possibilita a capacitação da ferramenta e leva essa tecnologia ao conhecimento do produtor”, destaca.

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Quadriciclo que será utilizado nos CTs

Assistente técnico da Agroflux, Bruno de França explica que a ferramenta supre uma demanda do mercado. “Essa avaliação dos bicos muitas vezes não é feita por causa da demora ou por falta de conhecimento do produtor. Como o fluxin é uma ferramenta simples, ela otimiza o tempo. Ele traz como benefício uma pulverização uniforme, garantindo uma melhor produtividade”, explica.

Outra tecnologia recém- adquirida são os quadriciclos para treinamentos de preparo de solo e de tecnologia de precisão. Os equipamentos receberão tecnologias das empresas Falker e Saci Agro Soluções, também parceiras dos polos tecnológicos.

Os quadriciclos atenderão todos os centros de treinamento do estado e um dos modelos está exposto nas principais feiras de negócios de MT em 2022. “Os atendimentos consultivos explicarão sobre essa tecnologia e irão apresentar o que há de mais moderno na área de preparo de solo”, declarou o coordenador dos polos tecnológicos do Senar-MT, Wlademiro Neto.

Fonte: CNA Brasil

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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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