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MT tem 17 municípios na lista dos 100 maiores PIB per capita do país, diz IBGE

Cuiabá ficou na 7ª colocação no PIB per capita entre os municípios das capitais. Agricultura e a pós-colheita é atividade de maior destaque no estado.

Mato Grosso possui 17 municípios na lista dos 100 maiores índices do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, em 2021. O levantamento foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira (15) e o estado teve como representantes Campo de Júlio, na 10ª colocação, Cuiabá, na 43ª e Rondonópolis, na 78ª posição.

Os maiores valores do PIB per capita pertencem aos grandes Centros Urbanos do Centro-Sul e a algumas regiões que combinam atividade agropecuária significativa com uma pequena população, como a borda sul da Amazônia Legal, na região central de Mato Grosso.

Entre os municípios destacados no estado estão Campos de Júlio (10ª lugar), com agricultura em soja e algodão, Santa Rita do Trivelato, Nova Ubiratã, Diamantino, Sapezal, Porto dos Gaúchos, Ipiranga do Norte, Querência, Santa Carmem, Campo Novo do Parecis, Santo Antônio do Leste, Novo São Joaquim, São José do Xingu, Gaúcha do Norte, Itiquira, União do Sul e Tabaporã.

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O PIB per capita do Brasil foi de R$ 42.247,52 em 2021. Na comparação com outras capitais, Cuiabá ficou na 7ª colocação, com PIB de R$ 47.700,88.

Veja ranking:

Brasília (DF)

Vitória (ES)

São Paulo (SP)

Porto Alegre (RS)

Rio de Janeiro (RJ)

Curitiba (PR)

Cuiabá (MT)

O estado de Mato Grosso também teve o maior percentual em que a agricultura e apoio à agricultura e a pós-colheita esteve como atividade de maior destaque, seguido por Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.

Entre os 30 maiores PIB da região Centro-Oeste em 2021, Mato Grosso possui 14 municípios. Segundo a pesquisa, Rondonópolis tem o segundo maior PIB do estado, com R$ 17,2 bilhões, seguido por Sorriso, Várzea Grande e Sinop.

Confira o ranking da região:

Campo Grande (R$ 34,7 bilhões ou 3,73%).

Goiânia (R$ 59,8 bilhões ou 6,42%)

Brasília (R$ 286,9 bilhões ou 30,78%).

Cuiabá ( R$ 29,7 bilhões ou 3,19%)

O que é o PIB

O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de tudo o que é produzido na cidade ou país e serve para medir a atividade econômica de determinada região. Por meio desse dado, é possível analisar o que se pode fazer para melhorar a economia.

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Por Sofia Pontes, G1 MT

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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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