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Missão AgroBrazil apresenta inovação tecnológica na agropecuária


Campo Novo do Parecis – MT (29/03/2022) – O Sistema CNA e a Famato levaram, na terça (29), a comitiva de diplomatas da 7ª edição do AgroBrazil até o município de Campo Novo do Parecis para conhecer a usina de açúcar e etanol Coprodia e a Parecis SuperAgro, principal feira de tecnologia e negócios do agro mato-grossense.

Os diplomatas da Alemanha, Austrália, Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos, Índia, Indonésia, Malásia, Países Baixos, Singapura e União Europeia conheceram o processo de produção de etanol anidro e hidratado e de açúcar cristal da Cooperativa Agrícola de Produtores de Cana de Campo Novo do Parecis (Cropodia).

Comitiva na Coprodia
Comitiva na Coprodia

O diretor-presidente da cooperativa, Luis Carlos Loro, explicou que anualmente são produzidos 13 milhões de toneladas de cana de açúcar que geram 2,5 milhões de sacas de açúcar e 180 milhões de litros de etanol hidratado e anidro. A colheita da cana é 100% mecanizada.

“A cooperativa se prepara para iniciar, em abril, a operação de etanol a partir do milho com capacidade de 300 mil litros por dia na fase inicial até alcançar a produção de 1 milhão de litros diários daqui a quatro anos”.

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Parecis Super Agro – Em seguida a comitiva seguiu para a Parecis Super Agro, feira de tecnologia e negócios do agro mato-grossense, focada em inovação tecnológica no agro.

estande do Senar-MT na Parecis Super Agro
estande do Senar-MT na Parecis Super Agro

O grupo participou de um almoço oferecido pelo Sindicato de Produtores Rurais do município e em seguida fez uma visita guiada aos estandes de fornecedores de máquinas agrícolas, empresas exportadoras de pulses e de produção de sementes, além do estande do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/MT).

No local ainda conheceram representantes de cooperativas de comunidades indígenas que se dedicam à produção de grãos no estado.

Embaixador da Indonésia, Edi Yusup
Embaixador da Indonésia, Edi Yusup

“Essa é a primeira vez que eu vejo as extensões de terras agricultáveis em uma escala tão grande vista a partir de um voo. Estou aprendendo muito sobre funcionamento e a relevância do agronegócio brasileiro. Meus agradecimentos à CNA por integrar a comitiva”, destacou o embaixador da Indonésia, Edi Yusup.

Embaixador da Malásia, Lim Juay Jin
Embaixador da Malásia, Lim Juay Jin

Pela primeira vez em Mato Grosso, o embaixador da Malásia, Lim Juay Jin explica que Mato Grosso tem uma área maior do que o seu país em duas vezes e meia. “O que temos visto é que a agropecuária do Estado é vital porque tem uma forte aptidão para o desenvolvimento da produção. Eu ouço os números com muita admiração. Isso fortalece a posição do Brasil como um dos maiores produtores agrícolas do mundo. Vocês são o celeiro do mundo”.

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“Na Malásia existe um provérbio que diz que se vocês não se conhecerem, não se amarão. A oportunidade de vir ao Mato Grosso me permitiu conhecer e literalmente me apaixonar por esse lugar”, complementou o embaixador. 

Segundo secretário da Embaixada da Austrália, Nicholas Lovegrove
Segundo secretário da Embaixada da Austrália, Nicholas Lovegrove

O segundo secretário da Embaixada da Austrália, Nicholas Lovegrove, ressalta que o programa AgroBrazil é uma ótima oportunidade para conhecer e entender a representatividade do Estado de Mato Grosso para o desenvolvimento da agricultura no Brasil.

Na quarta (30), a comitiva segue para o município de Campo Verde para conhecer propriedades rurais que se destacam pela produção agropecuária sustentável.

Confira o que aconteceu no primeiro  dia da viagem técnica aqui

Assessoria de Comunicação CNA

Fotos: Wenderson Araujo

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Fonte: CNA Brasil

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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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