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Justiça bloqueia fazendas do ‘Rei do Algodão’ por dívida milionária de impostos em Cuiabá

A Justiça determinou o bloqueio de fazendas, imóveis e contas bancárias do empresário José Pupin, conhecido como o “Rei do Algodão”, por dívidas de impostos municipais em Cuiabá. A decisão é da juíza Amini Haddad Campos, da Vara Especial de Execução Fiscal Municipal, e foi expedida no último dia 23 de outubro.

Segundo a magistrada, Pupin não quitou o valor de R$ 2,1 milhões referente a tributos cobrados pela Prefeitura de Cuiabá, o que levou à penhora de bens em diferentes municípios de Mato Grosso e também no estado de São Paulo. Entre as localidades citadas estão Cuiabá, Dom Aquino, Campo Verde, Chapada dos Guimarães, Santo Antônio de Leverger, Jaciara, Juscimeira e Querência.

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A decisão também autoriza pesquisas patrimoniais em sistemas do Judiciário para localizar contas bancárias, participações societárias e créditos em nome do empresário. A juíza destacou que a medida busca garantir o pagamento da dívida com o menor impacto possível nas atividades empresariais.

“Em observância ao princípio da menor onerosidade para o executado, a ordem recairá inicialmente sobre bens imóveis, quotas sociais e créditos, antes do bloqueio de faturamento ou contas operacionais”, afirmou a juíza na decisão.

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Além disso, Amini Haddad unificou três ações de cobrança movidas pela Prefeitura de Cuiabá contra Pupin, centralizando a execução fiscal em um único processo. O objetivo, segundo a magistrada, é agilizar a tramitação e evitar a repetição de atos judiciais, em benefício tanto do Município quanto do devedor.

A Prefeitura de Cuiabá classificou José Pupin como um “grande devedor” e incluiu o caso em uma força-tarefa especial de recuperação de créditos tributários. De acordo com dados do Executivo, o total devido por grandes devedores na capital chega a R$ 319,7 milhões, dos quais R$ 150 milhões já estão sob penhora judicial.

José Pupin, que figura entre os maiores produtores rurais de Mato Grosso, está em processo de recuperação judicial há cerca de 10 anos, com dívidas que somam R$ 1 bilhão. A decisão recente reforça o cerco judicial sobre o patrimônio do empresário e amplia as medidas de cobrança de tributos municipais atrasados.

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Milho dispara 12% em Sorriso e saca chega a R$ 47 com oferta limitada

 

O preço do milho registrou forte valorização em Sorriso, um dos maiores polos agrícolas de Mato Grosso. Em agosto, a saca do cereal alcançou média de R$ 47 no município, representando alta de aproximadamente 12% no período.

Os números constam no Agro Mensal, levantamento que acompanha o comportamento das principais commodities agrícolas. A valorização ocorre em meio à redução da disponibilidade do produto no mercado interno e às incertezas no cenário internacional.

Mesmo após a colheita da segunda safra, produtores seguem cautelosos nas negociações. Parte dos agricultores prefere manter o cereal armazenado, aguardando preços melhores, enquanto compradores encontram dificuldade para adquirir grandes volumes.

A menor presença de vendedores no mercado contribuiu para sustentar as cotações e ampliar a disputa pelo milho disponível. O movimento ganha importância em Sorriso, município que ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos.

Mercado externo preocupa

Além da oferta limitada dentro do país, o mercado acompanha as oscilações internacionais, o comportamento do dólar e as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esses fatores podem influenciar diretamente os preços praticados no Brasil.

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As exportações brasileiras também permanecem no radar. Quando os embarques avançam, o volume disponível no mercado interno diminui, aumentando a pressão sobre compradores, especialmente indústrias de ração, frigoríficos e produtores de proteína animal.

Apesar da alta registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado ainda pode apresentar forte volatilidade. O comportamento dos preços dependerá do ritmo das vendas dos produtores, da demanda interna e externa, do câmbio e das perspectivas para a próxima safra.

Em Sorriso, a valorização para R$ 47 por saca representa uma recuperação importante para os produtores, mas também pode elevar os custos de setores que utilizam o milho como matéria-prima.

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