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Instituto Federal de Mato Grosso registra no INPI programa de gestão da colheita do algodão
O Instituto Federal de Mato Grosso registrou no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) um software para gestão e rastreamento da colheita do algodão pela internet. O programa de computador é uma solução de baixo custo e de simples operação levando em conta as limitações do campo, utilizando tecnologias de aplicativos móveis, com o objetivo de oferecer uma alternativa aos produtores de algodão. Ele funciona no módulo Android para captação de dados referente ao algodão colhido no campo e envio para aplicação web que faz o armazenamento e processamento desses dados.
A coordenadora da Agência de Inovação Tecnológica do IFMT, Silvana Santos da Cruz destacou que o programa de computador já foi registrado no INPI e tem uma empresa interessada pela transferência de tecnologia. “A agência incentiva e estimula o registro de propriedade intelectual dos trabalhos do IFMT. Esse tipo de trabalho é importante, pois alavanca a pesquisa na instituição”, destacou Silvana Cruz.
O software foi um trabalho de conclusão de curso do estudante de Sistemas para Internet do Campus Cuiabá, Junior Erdmann Streicham que orientado pelo professor Tiago de Almeida Lacerda. O estudante apresentou o programa para o conselho temático da Fiemt e já tem empresa interessa em adquirir a tecnologia. A ideia do programa de computador surgiu a partir de uma visita técnica no ano passado de um grupo de professores do IFMT – Campus Cuiabá, organizado pelo Laboratório de Pesquisa Aplicada (Lapa) ao Grupo Bom Futuro em Campo Novo do Parecis, durante a Parecis Super Agro.
“A visita teve o objetivo de aproximar o Instituto Federal com as necessidades do setor do agronegócio. Nessa visita foram professores de diversas áreas, como geoprocessamento, automação, sistemas para internet. Eu fui representando o curso de sistemas para internet. No local, identificamos a necessidade de criar um software de baixo custo desacoplado da internet e que pudessem fazer o rastreamento do algodão. Era uma necessidade deles na época, pois o rastreamento é feito de forma manual. O estudante Junior Streicham foi quem topou fazer esse software”, conta o professor Tiago Lacerda.
O estudante Junior Erdmann Streicham, ressaltou que foi um grande prazer fazer esse trabalho, pois pode aplicar o que aprendeu em sala de aula e fez com excelência. “Eu poderia ter feito algo mais fácil, mas resolvi fazer com excelência para mostrar o nome do IFMT na sociedade, para outros alunos e meus colegas. Quero mostrar que aqui é um lugar bom de estudar, que se faz pesquisa e se aprende coisas boas. Com o objetivo de transformar o IFMT em referência tecnológica”, ressaltou o aluno.
As informações são da assessoria.
Só Notícias
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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.
Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.
Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.
As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.
A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.
A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.
Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.
A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.
Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.
Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.
Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.
Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.
Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.
A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.






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