Agro Notícias
Gadão bruto de Santo Afonso e muito jovem chega a quase 23@ em Mato Grosso
De Santo Afonso (MT), Fazenda da Serra mostra o poder da Terminação Intensiva a Pasto com Nelore precoce. Assista ao vídeo
E aí, turma parceira do campo! Que dia bom pra começar a semana com uma notícia dessas, viu? Hoje a gente vai falar de um feito lá no Mato Grosso que tá deixando muita gente de boca aberta: um gadão bruto e muito jovem que, com um trato especial na Terminação Intensiva a Pasto (TIP), chegou a uns impressionantes 23 arrobas! Isso não é pra qualquer um, não! Se eu fosse ocê, não perdia tempo, não! Já clica aí pra assistir ao vídeo abaixo e conferir essa história de quem sabe fazer pecuária de ponta!
Essa prova de dedicação e resultado foi o grande assunto do nosso quadro Giro pelo Brasil desta terça-feira, 8 de julho.
O programa, como sempre, veio pra mostrar a força da nossa pecuária, e Mato Grosso, com essa boiada, provou que tá com tudo em cima na produção de carne de qualidade!
A origem do sucesso: Fazenda da Serra
E de onde veio esse gado que tá fazendo tanto barulho? Essa produção de primeira é da pecuarista Neide Kiyomi Odashiro, a fera da Fazenda da Serra, que fica lá no município de Santo Afonso (MT).
A Neide e sua equipe estão de parabéns por um trabalho que reflete o cuidado e a visão de quem busca a excelência na criação, investindo em um sistema que realmente traz resultados.

Quem trouxe a boa-nova: Bruno Martins Dias
Quem fez questão de mostrar esses resultados de encher os olhos foi o Bruno Martins Dias, gerente da unidade da Friboi de Diamantino (MT).
O Bruno, que conhece o campo como a palma da mão, destacou a qualidade do lote e a eficiência do sistema de terminação, provando que quando o manejo é bem-feito, o resultado aparece na balança e no bolso do produtor!
Os números que comprovam a qualidade

Agora, se preparem para os números que confirmam a qualidade desse lote! A Neide Kiyomi Odashiro levou para o abate 178 cabeças de uma boiada com idade entre zero e quatro dentes, o que já mostra a precocidade desses animais.
Agro Notícias
União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.
Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.
Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.
As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.
A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.
A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.
Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.
A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.
Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.
Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.
Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.
Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.
Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.
A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.
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