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Formada 4ª turma do Curso Técnico em Agronegócio do Senar/SC em Seara


Manter promissora a oportunidade de dar continuidade ao trabalho dos pais foi o que motivou Eloir Presoto, 33 anos, de Seara (oeste catarinense) a buscar a formação no Curso Técnico em Agronegócio, da rede e-Tec Brasil, promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), em parceria com o Sindicato Rural do município. 

 O jovem, que atua com suinocultura na propriedade da família, faz parte da turma 2020/2021 que colou grau no último fim de semana, durante ato que reuniu lideranças e familiares no CTG Seara e Pampa. “O curso é de excelente qualidade, tanto que indiquei ao meu irmão”, frisou. 

Maria Cenci, 27 anos, de Xavantina, também mora no interior e trabalha em uma cooperativa de crédito com o público do meio rural. Graduada em Engenharia Florestal e pós-graduada em Gestão Ambiental, ela contou que decidiu fazer o curso para atualizar conhecimentos. “Valeu a pena! Mesmo tendo formação na área, aprendi muitas coisas novas que auxiliam no meu trabalho”.

O ato em Seara marcou a formatura da quarta turma no município e foi presidido pelo superintendente do Senar/SC Gilmar Zanluchi, tendo como anfitrião o presidente do Sindicato Rural do município Valdemar Zanluchi. Também participaram do evento a coordenadora regional do Curso Técnico em Agronegócio Katia Zanela, o supervisor regional do Senar/SC Helder Jorge Barbosa, o prefeito Edemilson Canale, o paraninfo Valdir Airton Ramthum, a amiga da turma Edisseia Sordi, entre outras lideranças, professores, familiares e amigos dos formandos.

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Valdemar Zanluchi parabenizou a turma pela formação e destacou a dedicação de todos que se adequar às aulas a distância em função da pandemia da covid-19. Também reforçou o convite para que os novos técnicos em agronegócio ingressem em um dos cursos da Faculdade CNA no polo do município.

Para Gilmar Zanluchi foi uma honra formar mais uma turma depois das dificuldades enfrentadas nos últimos dois anos. “Todos se desafiaram e agora comemoram essa conquista”, destacou ao ressaltar que o Senar/SC oferece novas oportunidades de conhecimento para quem atua no campo. “Estamos investindo mais de um milhão e meio em uma plataforma de ensino a distância e esperamos que aproveitem para se aperfeiçoarem ainda mais”. 

O superintendente também reforçou a importância da busca pela profissionalização para fazer uma boa gestão não somente nas propriedades rurais e empresas do agro, mas também na vida pessoal. “Em tempos de crise é fundamental fazer mais com menos e melhor. Parabéns aos formados e a todos os que contribuíram com o curso e com esse belíssimo evento”.

Katia Zanela completou que a formação vem sendo reconhecida por ajudar a aumentar a eficiência no mercado do agronegócio. “Com as habilidades de gestão e de comercialização desenvolvidas no curso, os nossos egressos se destacam cada vez mais em seus negócios rurais ou em empresas comerciais, estabelecimentos agroindustriais, serviços de assistência técnica, cooperativas, entre outras. Desejo sucesso à quarta turma de Seara! ”

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O presidente do Sistema Faesc/Senar-SC, José Zeferino Pedrozo, mandou sua mensagem cumprimentando os novos técnicos em agronegócio e os profissionais envolvidos na concretização do curso. “Mais uma vez expresso o orgulho que temos por contribuir com a qualificação técnica destinada, prioritariamente, a quem atua no campo. Obrigado por acreditarem no Sistema Faesc/Senar-SC e por aplicarem os conhecimentos adquiridos, promovendo inovação em suas propriedades e nas empresas do setor”.

CURSO TÉCNICO EM AGRONEGÓCIO

Reconhecido pelo MEC e pelo Conselho Federal dos Técnicos Agrícolas (CFTA), o curso conta com carga horária de 1.230 horas e esteve dividido da seguinte forma: 80% a distância e 20% com aulas presenciais. Durante as atividades, os alunos conhecem técnicas de gestão, comercialização, planejamento, organização e controle das atividades de gestão do negócio rural. Além disso, os encontros presenciais oportunizaram acesso a visitas técnicas em propriedades rurais para conhecer a realidade do agronegócio catarinense.

A formação é gratuita prioritariamente destinada para agricultores familiares ou médio produtores e profissionais de assistência técnica e extensão rural. Os novos técnicos recebem diploma com a marca do Sistema Faesc/Senar-SC.

Informações sobre os cursos técnicos da rede e-Tec Brasil em Santa Catarina podem ser obtidas nos Sindicatos Rurais do Estado ou no Senar/SC pelo telefone 48 3331-9700.

Fonte: CNA Brasil

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Agro Notícias

União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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