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FEMEC 2022: Presidente do Sistema FAEMG defende fortalecimento das cadeias do agro


“O Sistema FAEMG se orgulha de estar aqui vendo uma feira desta, do tamanho que somos. Temos que levantar a cabeça, o Brasil precisa de nós”, disse o presidente do Sistema FAEMG/SENAR/INAES/Sindicatos, Antônio Pitangui de Salvo, na abertura da Feira do Agronegócio Mineiro (FEMEC) nesta terça-feira (22). Em seu discurso, ele destacou a necessidade de fortalecer os elos das diversas cadeias do agro brasileiro e mineiro. 

“Temos que ter estratégias juntos, para um futuro breve que nos exige urgência neste momento pós-pandemia e agora com os problemas da guerra, onde poderão faltar nutrientes básicos para as nossas plantas e animais. Precisamos planejar mais para fazer o Brasil continuar crescendo e sendo o país que sempre desejamos para nós e para os nossos filhos”, disse.

A solenidade de abertura da feira também contou com as presenças do governador Romeu Zema, do ex-ministro da Agricultura, Alysson Paolinelli, da secretária de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ana Valentini, do prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão, além de deputados federais e estaduais e outras autoridades. O presidente do Sindicato Rural de Uberlândia e anfitrião do evento, Thiago Silveira, relembrou que a feira começou pequena, mas com o ideal de representar a agricultura de Minas Gerais. “E hoje nós temos a oportunidade e privilégio de ver este parque repleto de máquinas, com mais de 215 empresas e as principais instituições financeiras participando”, afirmou.

A solenidade também contou com a entrega dos certificados do Certificaminas Café e a assinatura do Termo de Cooperação para Desenvolvimento do Polo Agromineral de Uberlândia.

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A FEMEC segue até sexta-feira (25), com entrada e estacionamento gratuitos, no Parque de Exposições Camaru. Com 160 metros quadrados, o estande do Sistema FAEMG está localizado no Pavilhão do Agronegócio e conta com sala de oficinas, sala multiuso e espaço lounge. O local ficará aberto durante todo o evento, das 9h às 20h.

Confira a programação para os próximos dias:

Dia 23 de março (quarta-feira)

Apresentação do Projeto Redescobrir e das Comissões de Leite e Cana-de-açúcar

9h – Reunião do Núcleo dos Sindicatos Rurais do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba 

Local: Estande do Sistema FAEMG/SENAR/INAES/Sindicatos

Programa AgroPlus

10h às 11h – 1ª turma

17h às 18h – 2ª turma

Apresentação com o gerente de agronegócio, Caio Coimbra

Local: Estande do Sistema FAEMG/SENAR/INAES/Sindicatos

Oficinas de Pecuária de Precisão

14h às 16h – 1ª turma

16h30 às 18h30 – 2ª turma

Instrutora: Flaviane Afonso Ferreira

Local: Estande do Sistema FAEMG/SENAR/INAES/Sindicatos

15h30 – Mesa Redonda com Dr. Marcos Fava Neves e convidados:

Antônio Pitangui de Salvo – Presidente do Sistema FAEMG e pecuarista; Gabriel Junqueira – CEO da Bioenergética Aroeira; Júlio César Pereira Junior – produtor de soja e milho; Thiago Silveira – presidente do Sindicato Rural de Uberlândia, produtor de leite e suinocultor.

FIP Paisagens Rurais

15h30 – Palestra de apresentação dos trabalhos e resultados do projeto, com o coordenador Ricardo Tuller. 

Local: Espaço Pecuária

Palestra Mercado do Leite e Previsibilidade de Preços

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17h – com Jonadan Ma – Presidente da Comissão Técnica de Leite do Sistema FAEMG

Local: Espaço Pecuária

FAEMG Sustentável 

17h30 – Palestra: Manejo do Solo e da Água – Ações do Sistema FAEMG para o produtor rural com Guilherme Oliveira – Analista de Meio Ambiente da FAEMG

Local: auditório do Pavilhão do Agronegócio

Degustações de Cachaça

17h30 e 19h30 – no Estande do Sistema FAEMG/SENAR/INAES/Sindicatos

Dia 24 de março (quinta-feira)

Programa AgroPlus

10h às 11h – 1ª turma

17h às 18h – 2ª turma

Apresentação com o gerente de agronegócio, Caio Coimbra

Local: Estande do Sistema FAEMG/SENAR/INAES/Sindicatos

Oficinas de Pecuária de Precisão

14h às 16h – 1ª turma

16h30 às 18h30 – 2ª turma

Instrutora: Flaviane Afonso Ferreira

Local: Estande do Sistema FAEMG/SENAR/INAES/Sindicatos

Degustações de Cachaça e Café 

16h, 18h e 19h30 – Café 

17h30 e 19h30 – Cachaça

Local: Estande do Sistema FAEMG/SENAR/INAES/Sindicatos

Dia 25 de março (sexta-feira)

Programa AgroPlus

9h às 10h – 1ª turma

14h às 15h – 2ª turma

16h às 17h – 3ª turma

Apresentação com o gerente de agronegócio, Caio Coimbra

Local: Estande do Sistema FAEMG/SENAR/INAES/Sindicatos

Oficina de Pecuária de Precisão

10h às 12h – Turma única

Instrutora: Flaviane Afonso Ferreira

Local: Estande do Sistema FAEMG/SENAR/INAES/Sindicatos

Degustações de Café

14h e 16h

Local: Estande do Sistema FAEMG/SENAR/INAES/Sindicatos

Fonte: CNA Brasil

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Agro Notícias

União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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