Agro Notícias
Farm Show traz programação do Senar-MT aberta ao público
As feiras agropecuárias são uma oportunidade para que produtores rurais e empresas façam negócios, mas elas também ofertam conhecimento para quem quiser aprender mais sobre o setor. O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) em parceria com o Sindicato Rural de Primavera do Leste, realiza a partir desta terça-feira (15.03), uma série de oficinas, vitrines e palestras para o público da 6ª edição da Farm Show.
A programação inicia com uma Oficina de produção de linguiça toscana, às 13h, no Núcleo Avançado de Capacitação (NAC). A oficina possui carga horária de quatro horas e capacidade de seis a oito participantes. As inscrições serão por ordem de chegada.
Também estão previstas três vitrines tecnológicas. Enquanto na oficina, os participantes auxiliam na produção dos alimentos, nas vitrines eles apenas assistem ao processo que ensina técnicas de preparo e manuseio dos alimentos. Haverá vitrine de carne – ovinos (16/03 às 13h), peixe (17/03 às 13h) e cozinha pantaneira (18/03 às 13h), todas no prédio do NAC.
Além das atividades práticas, estão previstas palestras sobre agricultura de precisão, comunicação e papel da mulher na empresa rural. As ações são gratuitas à comunidade, graças aos recursos dos produtores rurais. “Essa é uma das formas de retribuir a contribuição do produtor ao Senar-MT: ofertar qualificação de mão de obra e conhecimento aqueles que pretendem iniciar a carreira no campo”, afirma o superintendente do Senar-MT, Francisco Olavo Pugliesi de Castro, mais conhecido como Chico da Pauliceia.
Stand – O Sistema Famato contará com um stand para realizar atendimentos da Famato, Agrihub e Senar-MT. Referente ao Senar-MT, os participantes da Feira poderão conhecer as novidades dos centros de treinamento, cursos e Assistência Técnica e Gerencial (ATeG).
Segundo o coordenador dos polos tecnológicos do Senar-MT, Wlademiro Neto, os produtores poderão conhecer de perto os quadriciclos adquiridos para treinamentos de preparo de solo e de tecnologia de precisão.
Os quadriciclos receberão tecnologias de empresas parceiras dos polos tecnológicos e atenderão todos os centros de treinamento do estado. “O equipamento estará em todas as feiras. Os atendimentos consultivos explicarão sobre essa tecnologia e irão apresentar o que há de mais moderno na área de preparo de solo”, declara Neto.
Programação


Agro Notícias
União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.
Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.
Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.
As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.
A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.
A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.
Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.
A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.
Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.
Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.
Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.
Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.
Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.
A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.
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