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Falta de chuva obriga produtores rurais e replantarem soja no Estado

A falta de chuvas em Mato Grosso já tem preocupado muitos produtores de soja. Sem as precipitações necessárias não houve avanço significativo no plantio esta semana. De acordo com Instituto de Economia Agropecuária (IMEA), cerca de 70,05% das áreas foram semeadas no estado, mas o atraso em relação ao ano passado já chegou a 23,46 pontos percentuais. E os agricultores começam a se preparar para o replantio de algumas áreas.

Ainda conforme análise do IMEA, no comparativo com a média dos últimos cinco anos, os trabalhos a campo da safra atual estão atrasados em 1,60 pontos percentuais, cenário visto pela primeira vez na temporada.

Para garantir mais agilidade no processo de replantio, as sementes prontas são uma das alternativas mais viáveis, bem como a escolha de variedades com ciclo mais curto. E pensando neste momento de dificuldade dos agricultores, a Agro-Sol propõe condições diferenciadas em sementes que serão destinadas ao repique.

Produtores de soja em Campo Verde (cerca de 130 quilômetros de Cuiabá), a família Pruckniesky já precisou refazer o plantio em 100 hectares. Desta vez, apostaram nas sementes prontas para a rapidez do processo.

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“Essa safra 23/24 está sendo bastante desafiadora. Nossas áreas são um pouco mais arenosas e tivemos que replantar 100 hectares. Toda safra nós preparamos a semente, mas este ano compramos semente pronta da Agro-Sol para esse replantio e vimos como é importante. Semente prontinhas, grafitadas que com cerca de dois dias já germinou. Qualidade excelente”, afirmou Gustavo Pruckniesky.

Destaque no mercado das sementes, a Agro-Sol disponibiliza estoque variado e próximo ao produtor rural, com garantia de entrega no momento certo. A companhia dispõe de dois centros de distribuição que são estrategicamente localizados próximo ao produtor, o Seed-Place na BR-163 e o outro em Campo Verde.

“Infelizmente não é o cenário que gostaríamos de presenciar em Mato Grosso. Por meio dessa campanha, a Agro-Sol se solidariza com os agricultores de soja e reafirma seu compromisso em fornecer as melhores soluções para enfrentar os desafios climáticos. Estamos ao lado dos produtores, oferecendo suporte na entrega de sementes de qualidade 100% prontas, para garantir um plantio rápido e seguro, esperando uma colheita bem-sucedida, mesmo diante das adversidades”, afirmou o diretor-executivo da Agro-Sol Sementes, Eduardo Dallastra.

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Da assessoria

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Agro Notícias

União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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