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Agro Notícias

FAESP/SENAR-SP recebe cerca de 15 mil representantes do agro e lança Centro de Excelência em Cana-de-Açúcar na Agrishow

O Sistema Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo/Serviço Nacional de Aprendizagem Geral (FAESP/SENAR-SP) fechou os cinco dias da Agrishow 2022, em Ribeirão Preto, com saldo amplamente positivo. Entre os dias 25 e 29 de abril, a Federação recebeu cerca de 15 mil representantes de Sindicatos Rurais em mais de 100 caravanas vindas de todo o Estado de São Paulo. A instituição ainda desenvolveu inúmeras atividades na maior feira de tecnologia agropecuária do País, entre as quais o lançamento da pedra fundamental do Centro de Excelência em Cana-de-Açúcar, que também funcionará em Ribeirão Preto.

“O estande da Federação ficou lotado durante evento, mostrando mais uma vez a grande conexão entre a FAESP e os produtores rurais paulistas, que tiveram oportunidade de aproveitar a Agrishow e tudo o que a entidade proporcionou durante a semana”, afirmou o presidente do Sistema FAESP/SENAR-SP, Fábio de Salles Meirelles.

Visitantes recebidos pela FAESP/SENAR-SP na Agrishow ressaltaram a oportunidade de conhecer as atrações da Agrishow 2022 e lembraram as oportunidades oferecidas pela Federação. Foi o caso do produtor Renan Almeida, que veio com caravana de Iporanga. “Já realizei 18 cursos do SENAR-SP por meio do Sindicato Rural de Iporanga. Um deles, inclusive, me ensinou técnicas que ajudaram a salvar um bezerro”, contou ele.

O casal de produtores Lourenço e Zeli de Oliveira, de Registro, também aproveitaram a Agrishow para se atualizar sobre a tecnologia agropecuária e destacaram o investimento da Federação na educação continuada do setor. “Fizemos o curso de Oliocultura e de Roçadeira, que foram excelentes”, disse Zeli Oliveira.

Técnicos do Sistema FAESP/SENAR-SP estiveram presentes durante todo o evento para dar orientações sobre temas como Treinamentos, Programas de Digitalização no Meio Rural, Meio Ambiente, Alfabetização e sobre todo o trabalho desenvolvido pela Federação em prol da agropecuária paulista.

Na quinta-feira, dia 28, foi lançada a pedra fundamental do Centro de Excelência em Cana-de-Açúcar. A instituição, que propiciará o desenvolvimento de novas tecnologias para o setor, é uma parceria da Federação com a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o SENAR. O local de funcionamento será o Centro de Treinamento do SENAR-SP, em Ribeirão Preto.

Segundo o vice-presidente da FAESP, Tirso de Salles Meirelles, presente no lançamento, Ribeirão Preto foi escolhida para o funcionamento do novo organismo, pois é um grande cluster de cana-de-açúcar e agrega o que há mais avançado na área no País.

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“Quero agradecer a CNA por esse momento histórico para todo o estado de São Paulo e do País como um todo. Com o Centro de Excelência da Cana-de-Açúcar nós poderemos levar mais qualidade de vida para milhares de famílias, além de poder beneficiar milhares de produtores rurais e, em consequência, toda a cadeia produtiva e a comunidade em geral”, complementou Tirso Meirelles, também presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae São Paulo.

“A CNA e SENAR nacional, em parceria com o FAESP/SENAR-SP, investirá cerca de R$15 milhões neste projeto, que poderá gerar mais de 2 mil empregos por meio da colocação no mercado de trabalho dos jovens que ingressarão no ensino profissionalizante e na faculdade CNA”, disse Daniel Carrara, diretor-geral do Senar, também presente no lançamento do Centro.

Dividido em oito blocos modulares, o Centro contará com uma infraestrutura moderna, projetada para garantir conforto e acessibilidade às atividades educacionais de forma sustentável. O Centro será dotado de salas de aula, laboratórios de informática, laboratórios didáticos, biblioteca, área de convivência, auditório, pavilhão multiuso para aulas práticas, entre outros espaços.

Também na última quinta-feira, o grupo Semeadoras do Agro, da FAESP, promoveu uma série de palestras na Agrishow para tratar de assuntos relacionados ao universo feminino e empreendedorismo no campo. A Comissão é um órgão colegiado de caráter consultivo, vinculado à Presidência da Federação, com o objetivo de congregar mulheres, direta ou indiretamente ligadas ao campo, para subsidiar a entidade na implantação de ferramentas de valorização e empreendedorismo das mulheres do campo. O evento contou com cerca de 100 participantes.

“Quando recebi o convite do presidente Fábio Meirelles para estar na coordenação do Semeadoras do Agro aceitei de prontidão. Hoje é uma feliz realidade poder acompanhar e estar junto destas lideranças femininas, que estão impactando a mulher do campo”, afirmou Adriana Menezes, coordenadora do Semeadoras e diretora da Federação, que abriu o evento.

A reunião contou com importantes palestras. Rubenita Lessa, coordenadora-geral do Sistema Integrado de Atendimento às Mulheres vítimas de Violência – Ligue 180 – do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, abordou o tema “Como o Ligue 180 pode ajudar no enfrentamento da violência contra as mulheres do campo”.

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Na sequência, Luiza Brunet apresentou o painel “Enfrentamento da Violência Doméstica e os Direitos das Mulheres no Campo”; a ex-primeira-dama do Estado de São Paulo, a artista plástica Bia Doria, falou sobre “Empreendedorismo das mulheres e a importância delas no agro”; e Juliana Farah trouxe informações sobre linhas de créditos destinadas às pequenas produtoras rurais, no painel “Nano Crédito – Agro Mulheres”.

TCU e Selo Arte

Na quarta-feira, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, realizou na Agrishow uma palestra sobre as oportunidades para o agronegócio no campo da sustentabilidade, destacando pautas como crédito de carbono, governança e ESG.

Em conjunto com o Sebrae-SP, MAPA e CNA, a Federação também promoveu, na terça-feira, durante a feira uma oficina com palestras sobre o Selo Arte, com a participação de Fernanda Regina Silva Assessora Técnica CNA e Ingrid Gruber Ferreira Lima, Coordenadora de Fomento à Produção Agroalimentar Artesanal do Ministério da Agricultura. O Selo Arte foi criado para identificar e permitir o comércio nacional de alimentos de origem animal feitos de maneira artesanal. O Governo do Estado de São Paulo anunciou, no dia 23 de fevereiro último, o decreto de regulamentação da Lei de Produtos Artesanais de Origem Animal, aprovada em novembro do ano passado.

“O decreto incluiu pontos que foram reivindicados pela FAESP, em sintonia com a demanda dos produtores paulistas, por normas modernas e simplificadas, que permitam a ampla regularização da atividade e ampliem as possibilidades de comercialização dos produtos artesanais”, destacou o presidente da entidade.

Os produtores rurais também foram encaminhados para as Rodadas de Negócios promovidas pelo Sebrae durante a Agrishow. A ação teve como objetivo promover o acesso aos mercados e criar mais um canal para os empreendedores do setor venderem seus produtos e oferecerem seus serviços.

Agrishow

A 27ª Agrishow movimentou R$ 11,243 bilhões em negócios, faturamento 287% maior em relação à última edição presencial da feira, em 2019. Os valores se referem a negócios concluídos e intenção de compra e dizem respeito apenas a máquinas, equipamentos e armazenagem.

O evento também foi um sucesso de público, segundo os organizadores. Um total de 193 mil pessoas frequentaram os estandes este ano, número 30% maior em relação a 2019.

Outras informações acesse o Portal FAESP/SENAR-SP

Fonte: CNA Brasil

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Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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