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Faeal cede cadastro de vacinadores ao Ministério da Agricultura para ajudar na campanha contra a Peste Suína Clássica em AL


Representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) no estado estiveram reunidos na Federação da Agricultura e Pecuária de Alagoas (Faeal), no último dia 15, para pedir apoio durante a segunda etapa da campanha de vacinação contra a Peste Suína Clássica (PSC). A nova fase para imunização dos animais começou na segunda-feira passada (21).

A Federação da Agricultura forneceu aos auditores agropecuários do ministério uma lista com nomes e contatos de vacinadores que podem ser acionados para ajudar no trabalho de imunização. Para esta missão, o MAPA diz contar já com 60 profissionais, mas que o número ideal é de até 120 vacinadores para a campanha obter o resultado esperado.

“A adesão das casas veterinárias e dos produtores foi excelente na primeira etapa da vacinação. Agora, a gente quer o apoio da federação para ampliar ainda mais o alcance da campanha em Alagoas”, revela a chefe do Serviço de Saúde Animal do MAPA no estado, Sônia Lages.

O presidente da Faeal, Álvaro Almeida, garantiu ao superintendente regional do MAPA, Cícero Pinheiro, que a federação está à disposição para ajudar no que for necessário para o trabalho de imunização do rebanho suíno.

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Técnicos do MAPA estiveram na Faeal para pedir o apoio da instituição na campanha contra a Peste Suína Clássica em AL
Técnicos do MAPA estiveram na Faeal para pedir o apoio da instituição na campanha contra a Peste Suína Clássica em AL

“Se a gente conseguir vacinar os animais, diminuiremos os riscos e as perdas econômicas que essa doença acarreta para o produtor, e fortaleceremos a produção de suínos saudáveis e bons para o abate e comercialização. Para isso, o Ministério da Agricultura terá todo o nosso apoio”, diz.

“A Faeal está cedendo o cadastro de vacinadores feito durante a campanha de combate à febre aftosa. Ele traz os nomes e os contatos desses vacinadores e o pessoal do MAPA pode usar isso. O sucesso dessa campanha acontecerá sem dúvida, principalmente, pela parceria que existe em Alagoas entre o setor público, representado pela Adeal [Agência de Defesa Agropecuária] e o MAPA, e o setor privado”, completa Almeida.

No último dia 16, ele esteve na sede da Adeal para alinhar mais detalhes sobre a campanha de vacinação com o presidente da entidade, José Márcio Maia, além de tratar de demais assuntos ligados ao setor agropecuário alagoano.

Segundo a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), o Plano Piloto de Vacinação contra Peste Suína Clássica em Alagoas, coordenado pelo governo federal, imunizou de forma gratuita 112 mil suínos em mais de 7 mil propriedades de todo o estado na primeira fase da campanha.

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Fonte: CNA Brasil

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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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