Agro Notícias
Faea, Senar-AR/AM e CNA participam de reunião de alinhamento do PRAVALER no Amazonas
No último dia 20, o presidente da Faea, Muni Lourenço, a superintendente do Senar-AR/AM, Jeyn’s Alves, e a coordenadora executiva do Projeto Biomas na CNA, Cláudia Mendes, participaram de uma reunião técnica, com todos os dirigentes envolvidos na implementação do projeto PRAVALER no Amazonas. O projeto visa facilitar a implantação do Programa de Regularização Ambiental (PRA) nas propriedades rurais. A iniciativa pioneira no Brasil está em andamento no município de Boca do Acre no Amazonas em parceria com o programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), executado pelo Senar-AR/AM.
Durante a reunião realizada na sede do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) foram discutidas temáticas da regularização ambiental e desafios inerentes à assistência técnica dos produtores rurais do Estado, além de articuladas estratégias de atuação para a continuidade da implantação do projeto piloto no município de Boca do Acre, a 1.028 quilômetros de Manaus. Participaram da reunião o diretor-presidente do Idam, Tomás Sanches, o diretor-presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Juliano Valente, o titular da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Eduardo Taveira e a diretora de regularização ambiental do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Jaine Ariély Davet. Também estiveram presentes representantes da Agência de Cooperação Alemã (GIZ) e da Embrapa que acompanhou a reunião virtualmente.
Na ocasião, o presidente da Faea, Muni Lourenço, ressaltou que o PRA VALER é um projeto importante para o setor produtivo rural do país como um todo e sobretudo para o Amazonas que sedia o projeto-piloto em Boca do Acre. “Hoje o projeto já é uma realidade. Já está acontecendo na ponta. A reunião é uma oportunidade para realinharmos as cotas de responsabilidades de cada um de nós (entidades representativas) e definir melhor os atrativos para o produtor rural”, destacou. Ele ressaltou também a relevância da integração entre ATeG e produtores do PRAVALER, o que, segundo ele, já está proporcionando orientação técnica para a recuperação de vegetação da propriedade, com base nas recomendações oriundas do Projeto Biomas.
Regularização ambiental
Muni Lourenço destacou ainda a importância da iniciativa para viabilizar a regularização ambiental dos produtores rurais. Para ele, o PRAVALER é um grande passo para mostrar que é perfeitamente conciliável a produção de alimentos e a sustentabilidade ambiental. Para o diretor-presidente do Idam, Tomás Sanches, a pauta é importante e merece atenção. “Estamos presentes em todos os municípios do estado, atendendo o público da agricultura familiar, e uma coisa que observamos é que de nada adianta levarmos tecnologia, conhecimento e assistência técnica se não houver recursos para implementar essas tecnologias. E quando se fala de implantação e aquisição de crédito, sempre temos a questão ambiental como um passo crucial”, completou Tomás.
Já o diretor-presidente do Ipaam, Juliano Valente, ressaltou a necessidade de criterizar processos de análise, recebimento de dados e retificações, no intuito de oferecer um melhor andamento nos procedimentos do Pra Valer, inclusive para os produtores participantes. “A gente cria os critérios, diminui a subjetividade de quem está analisando e o outro lado, que é o produtor rural, fica ciente do que é necessário ser feito para dar continuidade. Na melhor concepção dos termos, é um jogo onde todo mundo precisa saber as regras para chegar ao objetivo final, que é a recuperação dessas áreas”, destacou Valente.
Parceria
A coordenadora executiva do Projeto Biomas pela CNA, Cláudia Mendes, elencou alguns dos desafios enfrentados nessa fase inicial do programa, entre eles, a desconfiança do produtor em relação ao processo de regularização ambiental. No entanto, ela destacou a parceria das instituições presentes sobretudo do Senar-AR/AM para os avanços já obtidos. “O Senar-AR/AM sempre tem nos atendido prontamente quando solicitado. Levou o programa de ATeG para Boca do Acre em função do PRAVALER, está realizando os trâmites necessários para levar a questão ambiental para dentro da assistência técnica, por meio de um profissional capacitado e já se colocou à disposição para a próxima etapa do projeto que é o mutirão de retificação”, enumerou.
O projeto
O projeto consiste em um modelo simplificado de recuperação de áreas com passivo ambiental em reserva legal, áreas de preservação permanente e áreas de uso restrito, atendendo ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), conforme disposto na legislação e com base nos resultados do projeto Biomas e da Plataforma do Meio WebAmbiente, das estratégias de assistência técnica e gerencial (Ateg) e Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). A iniciativa é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Embrapa, com a parceria do Sistema Florestal Brasileiro (SFB) e da Agência de Cooperação Alemã (GIZ). O intuito é mostrar ao produtor, na prática, como alcançar a regularização ambiental prevista no Código Florestal Brasileiro e ainda obter possibilidade de retorno econômico. Em 2021 foi assinado um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para execução do projeto piloto do PRA VALER no município de Boca do Acre, no Amazonas. O acordo envolveu a Faea, a Sema, o Ipaam, o Idam e a prefeitura do município.
Agro Notícias
União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.
Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.
Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.
As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.
A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.
A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.
Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.
A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.
Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.
Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.
Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.
Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.
Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.
A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.
-
Cidades5 dias atrásSanta Rita do Trivelato recebe empresa interessada em estudos sobre potencial de petróleo e gás natural
-
É Direito5 dias atrásJustiça determina reintegração de posse de área de 3,3 mil hectares em Santa Rita do Trivelato
-
Fatalidade5 dias atrásMorador de Sinop morre na guerra Rússia/Ucrânia; “Sinop também derruba drone, derrubei hoje, Lisboa”
-
Acidente5 dias atrásFerrari e Tesla batem durante corrida que aconteceu no Parque Novo Mato Grosso; VÍDEO
-
Justiça5 dias atrásTRE-MT reúne partidos, federações e advogados para debater propaganda, inteligência artificial e regras do processo eleitoral
-
Saúde5 dias atrásDoar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo
-
É Direito5 dias atrásSaga Pantanal é condenada a pagar R$ 10 mil após Fiat Toro dar defeito com uma semana de uso
-
Cidades5 dias atrás“Beatificação do padre Nazareno torna região Oeste de MT referência religiosa no país”, afirma governador





