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Agro Notícias

Exportações de carne de frango tendem a crescer em 6% e atingir novo recorde em 2022

Conforme aponta o quadro de suprimentos de carnes, atualizado nesta segunda-feira (1º) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a tendência é que as exportações de carne de frango cresçam 6% e cheguem a atingir um novo recorde ainda neste ano, ultrapassando as 4,7 milhões de toneladas. 

Além disso, também espera-se que as exportações de carne bovina aumentem em 15%, totalizando 2,84 milhões de toneladas. Já para o mercado de suínos, as exportações apontam uma leve queda de, aproximadamente 2%, por causa, principalmente, da recuperação da produção do mercado chinês. Com isso, estima-se para a carne suína um total em pouco mais de 1 milhão de toneladas. 

Acerca da disponibilidade da carne, com uma produção estável de cerca de 28 milhões de toneladas, a disponibilidade per capita de carnes no Brasil se mantém acima dos 90 quilos por ano, volume necessário que garante o abastecimento brasileiro, mesmo diante do aumento nas vendas ao mercado externo de aves e bovinos. 

Para a produção de aves, a mesma se mantém próxima a 15 milhões de toneladas, o que garante uma disponibilidade per capita de 48,6 quilos por habitante ao ano, registrando uma ligeira queda de 3% no índice, devido a pequena redução da oferta, aumento das exportações e crescimento da população brasileira. Já para os suínos a expectativa é para a maior produção da série histórica, sendo estimada 4,84 milhões de toneladas, registrando um acréscimo de, aproximadamente, 3% na oferta do produto no comparativo com o ano passado. Esse cenário contribui para a tendência de leve aumento na disponibilidade per capita de carne suína no mercado nacional, saindo de 16,9 para 17,5 kg por habitante/ano, o que implica em maior oferta e pressão de baixa para os preços do produto.

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No caso da carne bovina, uma vez que a demanda no mercado segue enfraquecida, a tendência é que a oferta siga reduzida. No entanto, ainda assim, espera-se que sejam produzidas 8,1 milhões de toneladas de carnes , com expectativa para que a disponibilidade per capita se estabeleça em torno dos 25 quilos por habitante/ano

Fonte: AgroPlus

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Agro Notícias

Milho dispara 12% em Sorriso e saca chega a R$ 47 com oferta limitada

 

O preço do milho registrou forte valorização em Sorriso, um dos maiores polos agrícolas de Mato Grosso. Em agosto, a saca do cereal alcançou média de R$ 47 no município, representando alta de aproximadamente 12% no período.

Os números constam no Agro Mensal, levantamento que acompanha o comportamento das principais commodities agrícolas. A valorização ocorre em meio à redução da disponibilidade do produto no mercado interno e às incertezas no cenário internacional.

Mesmo após a colheita da segunda safra, produtores seguem cautelosos nas negociações. Parte dos agricultores prefere manter o cereal armazenado, aguardando preços melhores, enquanto compradores encontram dificuldade para adquirir grandes volumes.

A menor presença de vendedores no mercado contribuiu para sustentar as cotações e ampliar a disputa pelo milho disponível. O movimento ganha importância em Sorriso, município que ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos.

Mercado externo preocupa

Além da oferta limitada dentro do país, o mercado acompanha as oscilações internacionais, o comportamento do dólar e as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esses fatores podem influenciar diretamente os preços praticados no Brasil.

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As exportações brasileiras também permanecem no radar. Quando os embarques avançam, o volume disponível no mercado interno diminui, aumentando a pressão sobre compradores, especialmente indústrias de ração, frigoríficos e produtores de proteína animal.

Apesar da alta registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado ainda pode apresentar forte volatilidade. O comportamento dos preços dependerá do ritmo das vendas dos produtores, da demanda interna e externa, do câmbio e das perspectivas para a próxima safra.

Em Sorriso, a valorização para R$ 47 por saca representa uma recuperação importante para os produtores, mas também pode elevar os custos de setores que utilizam o milho como matéria-prima.

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