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Agro Notícias

Estão disponíveis as agromensais de abril/2022

Cepea, 05/05/2022 – O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, disponibiliza hoje as hoje as agromensais de abril de 2022.

Confira aqui!

Abaixo, alguns trechos das análises mensais:

AÇÚCAR: Os preços médios de negociação do açúcar cristal recuaram ao longo de abril, primeiro mês oficial da safra 2022/23. No início de abril, o Indicador CEPEA/ESALQ do cristal, cor Icumsa de 130 a 180, operava na casa dos R$ 143/saca de 50 kg, caindo para R$ 135,43/saca de 50 kg no dia 29, queda de 5,2% frente ao verificado no final de março.
 
ALGODÃO: As altas nos preços internacionais, a valorização do dólar frente ao Real e a elevação na paridade de exportação fizeram com que os valores do algodão em pluma subissem no Brasil em abril. Atentos a esse cenário externo, vendedores estiveram mais firmes e/ou aumentaram os valores pedidos pelos lotes disponibilizados no spot, sobretudo para a pluma de maior qualidade. Assim, a cotação aumentou com mais força no final do mês, chegando a renovar, por alguns dias consecutivos, a máxima nominal da série histórica do Cepea, iniciada em 1996.
 
ARROZ: Os preços do arroz recuaram no mercado do Rio Grande do Sul em abril. A média ponderada do estado do Rio Grande do Sul, representada pelo Indicador CEPEA/IRGA-RS (58% de grãos inteiros e pagamento à vista), fechou em R$ 73,51/saca de 50 kg, baixas de 2,9% na comparação com março/22 e de 15,53% em relação a abril/21.
 
BOI: Apesar de registrarem oscilações diárias, os preços do boi gordo ainda se mantiveram em patamares elevados ao longo dos primeiros meses deste ano. O suporte vem da forte demanda externa e da oferta enxuta de animais para abate.

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CAFÉ: As cotações domésticas do café arábica oscilaram com força em abril. No dia 11, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, posto na capital paulista, atingiu R$ 1.287,36/saca de 60 kg, a máxima do mês, mas, já no dia 20, caiu para R$ 1.213,90/sc.

 
ETANOL: Os preços médios dos etanóis hidratado e anidro subiram com força no estado de São Paulo em abril, primeiro mês oficial da safra 2022/23. O impulso veio da baixa oferta de biocombustível nesse período, tendo em vista o ainda pequeno número de usinas ativas no mês. Assim, o atraso no início da moagem e também o pouco volume de matéria-prima remanescente do ciclo anterior definiram a conjuntura e os preços em abril. 

 
FRANGO: Mesmo com recuos nos preços da carne de frango nos últimos dias do mês, os altos patamares de negociação verificados no começo de abril garantiram que a média mensal superasse a registrada em março. 

 
MILHO: As cotações do milho seguiram tendências opostas em abril, mas acabaram encerrando o mês com forte desvalorização no acumulado. Nas três primeiras semanas, os preços recuaram na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea, refletindo a retração de compradores, a necessidade de alguns vendedores de negociar – devido ao avanço da colheita da safra verão – e as expectativas de produção recorde da segunda safra. 

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OVINOS: O volume de negociações no mercado de ovinos foi pequeno em abril, sendo este o segundo mês consecutivo de demanda enfraquecida pelo animal vivo e pela carne. Apesar disso, a oferta controlada de animais fez com que os valores não recuassem tanto na comparação com o mês anterior.

 
SOJA: A demanda mundial por óleo esteve maior em abril, ao passo que a oferta do derivado esteve menor. Além da guerra entre Rússia e Ucrânia e dos maiores preços do petróleo, alguns países restringiram as vendas externas de óleo de palma, com o objetivo de conter o processo inflacionário – como é o caso da Indonésia, a maior produtora e exportadora mundial desse produto. A Argentina, a maior exportadora mundial de óleo de soja, também passa por restrição de produção, diante da menor disponibilidade de matéria-prima na safra 2021/22. Além disso, houve greve de caminhoneiros no país em meados de abril, o que prejudicou o escoamento do derivado argentino.

 
TRIGO: Em abril, à medida que a colheita da safra verão avançava e a semeadura do milho segunda safra era finalizada, produtores davam maior atenção ao cultivo da nova temporada de trigo. As negociações foram pontuais no mês, com disparidade entre as ofertas de compra de venda.

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações: [email protected] e (19) 3429 8836.

Fonte: CEPEA

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Agro Notícias

União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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