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Escola Agrícola Ranchão encerra 7ª Semana Tecnológica em Nova Mutum

 

Mais de 100 estudantes participaram do evento.

Encerrou na sexta-feira (15.09), a 7ª edição da Semana Tecnológica da Escola Agrícola Ranchão, em Nova Mutum. Mais de 100 estudantes participaram do evento que movimentou a unidade com palestras e ampliou o conhecimento dos futuros técnicos em agropecuária.

Essa é a segunda Semana Tecnológica sob administração do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT). Segundo o coordenador de estágio, Sérgio Ricardo, é nitida a evolução do evento ao longo dos anos. “Quando começamos a Semana há oito anos, apresentávamos com cartolina. Hoje temos uma estrutura de painel de led e vemos o quanto estamos melhorando para os nossos alunos”, destacou.

O Superintendente do Senar-MT, José Luiz Fidelis, participou da cerimônia de encerramento do evento. Segundo o gestor, ainda há muitas melhorias por vir. “Já estamos planejando obras de infraestrutura para melhorar o ambiente de aprendizado na Ranchão. E a nossa proposta também é expandir esse modelo de trabalho para outros municípios. Uma forma do Sistema Famato/ Senar contribuir para o aumento da capacitação de mão de obra para o campo”, explicou.

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De acordo com o prefeito de Nova Mutum, Leandro Felix, a decisão de trazer o Senar-MT para dentro da escola foi bastante assertiva. “A comunidade apoiou prontamente e hoje já estamos colhendo bons resultados dessa parceria que tanto contribuiu para a nossa região”, afirmou.

Natália Fernanda Gomes está cursando o 2° ano de técnico em agropecuária na unidade escolar. Representando os estudantes, ela agradeceu todos os investimentos na educação dos jovens. “São dois anos de muito crescimento pessoal e profissional. Vemos que está evoluindo mais a cada ano e queremos retribuir esse investimento sendo orgulho para essa escola” discursou a aluna.

A Semana Tecnológica ocorreu de 11 a 15 de setembro e trouxe palestras de representantes de instituições e órgãos relacionados ao setor agropecuário. Dentre os temas abordados estiveram produção animal e vegetal, vigilância sanitária, gestão de propriedades rurais, recuperação de solos etc.

Para a diretora da unidade, Lucivani Borsatto, o conhecimento não se restringirá a Nova Mutum, mas sera replicado em todo o estado. “Recebemos alunos de vários municípios e consequentemente acabamos por contribuir com a formação de profissionais que trabalharão em todos o estado, não apenas no nosso município”, explicou.

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Fonte: Comunicação/ Senar-MT

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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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