Agro Notícias
Energisa realiza manutenção em Nova Mutum após solicitação da Famato e Sindicato Rural

A Energisa Mato Grosso atendeu prontamente a um chamado da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), a pedido do Sindicato Rural de Nova Mutum, para resolver problemas relacionados à manutenção de cabos de energia na região. O assessor institucional da Energisa, Luiz Carlos Moreira Junior, informou que uma equipe foi enviada ao local para avaliar a situação e tomar as medidas necessárias. A demanda da Famato foi encaminhada à Energisa através do assessor jurídico da Famato e presidente do Conselho de Consumidores de Energia Elétrica de Mato Grosso (Consel-MT) Edvaldo Belisário dos Santos.
A partir desta quinta-feira (28/08), a Energisa dará início ao processo de substituição de alguns postes, além de instalar cruzetas e espaçadores entre os cabos de energia. Essas ações visam aumentar a distância entre os fios, evitando que se choquem com a força do vento, o que tem sido uma preocupação para os produtores locais.
Luiz Carlos Moreira Junior ressaltou a importância da colaboração dos agricultores na preservação da infraestrutura de energia, principalmente no manuseio das máquinas agrícolas durante o plantio. “Pedimos que evitem esbarrar nos postes e não os inclinem, para prevenir o risco de falhas. Estamos empenhados em solucionar o problema ainda esta semana e de forma rápida”, declarou.
O assessor também reforçou a parceria entre a Energisa e o setor agropecuário de Mato Grosso, reafirmando o compromisso da empresa em atender as demandas da comunidade local. “Hoje vimos à Famato para reiterar a aliança que temos e o respeito mútuo, para que possamos continuar prestando um serviço de qualidade a toda a população mato-grossense”, acrescentou.
O presidente do Sindicato Rural de Nova Mutum, Paulo André Zen, comentou sobre o problema que afetou a região. “Nos últimos meses, enfrentamos dificuldades com a instabilidade no fornecimento de energia, o que impactou diretamente nossas operações no campo, principalmente em momentos críticos como o plantio. A rápida resposta da Energisa, após nossa solicitação via Famato, demonstra a importância de termos um canal aberto de comunicação com a concessionária. Esperamos que as ações preventivas que estão sendo implementadas resolvam o problema e garantam que a energia flua de maneira confiável, permitindo que nossos produtores sigam com suas atividades sem interrupções”, afirmou Paulo Zen.
Luiz Carlos orientou ainda que, em caso de visualização de situações de risco na rede elétrica, os agricultores devem enviar fotos à Energisa, se possível com coordenadas geográficas e a unidade consumidora mais próxima. “Isso nos ajuda a agilizar o atendimento e resolver o problema antes que ele se agrave”, concluiu.
O diretor de Relações Institucionais da Famato, Ronaldo Vinha, também comentou sobre a resposta da Energisa. “A prontidão da Energisa em atender à demanda do Sindicato Rural de Nova Mutum demonstra a importância de mantermos uma parceria sólida entre o setor agropecuário e os prestadores de serviços essenciais. A eficiência nesse atendimento reforça a confiança que temos na empresa e assegura que a produção rural não seja afetada por problemas energéticos, garantindo a continuidade das atividades agrícolas na região”, afirmou Vinha.
O gerente de Construção e Manutenção da Energisa, Rogério Fernandes, também destacou o empenho da equipe técnica. “Nossa equipe está totalmente dedicada a resolver essa situação de forma definitiva. Estamos realizando as manutenções necessárias e aprimorando a infraestrutura da rede para que possamos garantir mais segurança e confiabilidade no fornecimento de energia. A resposta rápida ao Sindicato Rural de Nova Mutum reflete nosso compromisso em manter o setor produtivo em pleno funcionamento”, disse Rogério.
A ação da Energisa reforça o compromisso da empresa com a segurança e a eficiência no fornecimento de energia para o setor produtivo de Mato Grosso.
Agro Notícias
União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.
Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.
Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.
As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.
A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.
A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.
Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.
A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.
Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.
Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.
Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.
Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.
Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.
A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.
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