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Encontro debate Prêmio CNA Brasil Artesanal sobre queijos


Brasília (05/04/2022) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu a live “Conheça o Prêmio CNA Brasil Artesanal – Edição Queijos”, na terça (05).

O encontro foi moderado pela assessora técnica da CNA, Marina Zimmermann, e contou com a participação do pesquisador e professor do Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT), Junior Cesar de Paula, e do pesquisador e professor da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Fernando Antônio.

Marina destacou que esta edição do concurso irá premiar o melhor queijo artesanal brasileiro e está com inscrições abertas até o dia 22 de abril. Ela falou sobre as categorias, avaliação e premiação dos participantes.

“É um concurso que vem para todos aprenderem e ganharem em experiência, qualidade e comunicação. Queremos estimular uma tríade que é fundamental para todos produtores de alimentos artesanais: saudabilidade, segurança e sustentabilidade”, afimou.

O representante do ILCT fez uma apresentação sobre as atuações da Epamig em queijos artesanais de Minas Gerais. Junior Cesar de Paula abordou os programas de pesquisa em leite e derivados, principais projetos em execução, segurança e defeitos em queijos artesanais e tecnologia na queijaria, entre outros temas.

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“Os concursos são muito importantes para ganhar projeção e aprender um pouco mais. Não existe receita mágica. O produtor precisa ir aprimorando, evoluindo e melhorando o seu produto”, disse ele.

Fernando Antônio explicou como são organizados alguns dos principais concursos de queijos do Brasil e detalhou o regulamento do Prêmio CNA Brasil Artesanal. O especialista comentou quais são as características essenciais a serem avaliadas e como foram definidas as categorias da competição.

Prêmio CNA – O concurso é uma parceria da CNA com a Epamig e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

O produtor poderá participar em três categorias – queijo artesanal tradicional de 30 a 180 dias de maturação; queijo artesanal com tratamento térmico; e queijo artesanal com adições/aromatizados/condimentados –, mas só poderá inscrever um tipo de queijo por categoria.

Para participar, é necessário se cadastrar no Programa de Alimentos Artesanais e Tradicionais por meio de formulário até o dia 22 de abril.

Os finalistas nas três categorias irão receber um prêmio em dinheiro, o curso Sebrae Empretec e um certificado. O primeiro colocado receberá R$ 6 mil, o segundo R$ 3,5 mil, o terceiro R$ 2 mil, o quarto lugar R$ 1 mil e o quinto colocado R$ 500.

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Todas as etapas do Prêmio CNA Brasil Artesanal 2022 – Queijo estão descritas no regulamento do concurso.

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Fonte: CNA Brasil

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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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