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Elissa Neves é premiada no Aprosoja de Jornalismo 2025 e celebra reconhecimento em noite marcada por emoção e valorização da imprensa

Em uma noite iluminada por afeto, reconhecimento e histórias que conectam o campo às cidades, a jornalista Elissa Neves subiu ao palco do Buffet Leila Malluf, em Cuiabá, nesta terça-feira (18), para receber um dos prêmios mais significativos de sua trajetória.

Ela foi a grande campeã da Categoria Destaque Regional – Oeste no Prêmio Aprosoja de Jornalismo 2025, com a reportagem “Agro sustentável plantando futuro: reflorestamento, mulheres e inovação na Fazenda 4 de Agosto”.

Confira a matéria: Agro sustentável plantando futuro: reflorestamento, mulheres e inovação na Fazenda 4 de Agosto

O concurso, promovido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), reuniu profissionais de diferentes regiões e lançou um desafio inspirador: aprofundar o olhar jornalístico sobre o tema “O Impacto do Agro Sustentável na Vida Urbana”.

E a resposta superou expectativas. Mais de 120 obras foram inscritas nas categorias Reportagem em Vídeo, Reportagem em Texto, Reportagem em Áudio, Fotojornalismo, Jornalismo Universitário e nos Destaques Regionais Norte, Sul, Leste, Oeste e Baixada Cuiabana. Ao final, 20 jornalistas foram premiados na terceira edição do concurso.

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Para Elissa, vencer foi mais do que receber um troféu: foi sentir o peso de uma trajetória construída com sensibilidade, compromisso e paixão pela profissão. Visivelmente emocionada, ela destacou a importância da premiação:

“Um evento maravilhoso, muito bem organizado. Me senti extremamente valorizada como profissional e como mulher, pois esse reconhecimento faz toda a diferença na vida do jornalista que ama o que faz. Aqui nós temos um grande exemplo de profissionais que amam suas profissões e fazem a diferença no nosso Estado de Mato Grosso”, afirmou.


A cerimônia, que reuniu finalistas de todo o estado, foi um espaço de celebração não apenas das obras inscritas, mas da força do jornalismo enquanto ponte entre o agro e a sociedade. O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, ressaltou essa conexão imprescindível:

“Finalizando hoje o terceiro prêmio de jornalismo da Aprosoja Mato Grosso e com muita satisfação fechamos mais um evento que é uma oportunidade de estar próximo da imprensa. Um setor tão importante para o nosso país, que ajuda a dar o direcionamento, que informa e, acima de tudo, também ajuda a difundir o nosso setor”, destacou.

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As obras passaram por uma avaliação criteriosa dos Jurados Institucionais: Gilson Antunes de Melo (vice-presidente Oeste), Laura Battisti Nardes (vice-presidente Sul), Clarete Brolio Rezende, Marlise Marafon e Taisa Botton, delegadas coordenadoras de núcleos regionais. Cada trabalho recebeu notas de 1 a 5, considerando critérios como relevância jornalística, profundidade narrativa, impacto visual, benefício público, uso de fontes e originalidade.

Ao final da noite, o brilho no olhar de Elissa sintetizava o sentimento de muitos ali: o de que o jornalismo, quando feito com humanidade e verdade, transforma territórios — do campo à cidade — e planta sementes que seguem germinando muito além das páginas, telas e ondas do rádio.

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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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