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Agro sustentável plantando futuro: reflorestamento, mulheres e inovação na Fazenda 4 de Agosto

No coração da fazenda 4 de agosto, em solo Tangaraense, nasceu em 2023 um projeto que já começa a deixar marcas reais na paisagem rural da região: um viveiro de reflorestamento dedicado à produção de mudas nativas para recuperação ambiental e para atender produtores com áreas degradadas.
Em apenas dois anos, o projeto já plantou mais de 15.000 mudas da flora típica da região, reforçando o compromisso entre bem-estar ambiental, produção agropecuária e inclusão social. Recentemente, foram reflorestados 128 hectares, ampliando significativamente a cobertura verde da área.


O viveiro é conduzido por um grupo de 5 mulheres, cuja atuação vai muito além da jardinagem: são profissionais que lideram a cadeia de reflorestamento, desde a seleção das espécies até a implantação no terreno. “Este projeto ganhou corpo pela participação das mulheres que trabalham na fazenda. Elas não apenas geram renda, mas atuam ativamente na preservação do meio ambiente”, revela Jessica Pereira, coordenadora do projeto. A presença feminina na gestão do reflorestamento é, para ela, um diferencial que fortalece a governança ambiental e a resiliência comunitária.
A fazenda mantém seu compromisso com a sustentabilidade e o bem-estar animal, alinhando produção agropecuária moderna com práticas responsáveis. Atualmente, metade da área total é dedicada à preservação ambiental, refletindo o cuidado com os recursos naturais. As práticas de manejo são pensadas para garantir conforto e qualidade de vida aos animais, ao mesmo tempo em que promovem uma produção sustentável.

O objetivo a médio prazo é claro: expandir o projeto para atender outros produtores que necessitam reflorestar suas áreas. “Queremos ampliar o viveiro, incorporar mais espécies nativas e levar esse modelo a produtores vizinhos”, afirma a coordenadora, destacando o papel da iniciativa como planta que cresce para além dos muros da fazenda.
Em paralelo à ação de reflorestamento, a fazenda avança com a implementação de um sistema TIP (terminação intensiva a pasto). Esta estratégia de manejo visa engordar o gado de forma eficiente e com menor tempo, reduzindo a necessidade de novas áreas de pastagem. Segundo a equipe técnica, coordenador pelo Gerente Edson, o TIP favorece um manejo nutricional mais preciso, fortalecendo o compromisso com uma pecuária mais sustentável.
“A agropecuária sustentável é apresentada pela fazenda como um modelo que integra criação de animais e cultivo de plantas, buscando equilíbrio entre eficiência econômica, responsabilidade ambiental e justiça social, afirmou Edson.
O objetivo é reduzir o impacto ecológico, usar recursos naturais de forma mais eficiente e conservar a biodiversidade, assegurando a viabilidade econômica de longo prazo e o bem-estar social da comunidade envolvida.

Impacto na vida urbana e rural
o Ambiental: o reflorestamento, aliado à recuperação de áreas degradadas, aumenta a cobertura verde, contribui para a absorção de carbono e melhora a qualidade do ar.
o Econômico: a produção integrada e o manejo eficiente reduzem custos, aumentam a produtividade e criam oportunidades de renda para as mulheres da equipe.
o Social: o envolvimento das mulheres fortalece a participação comunitária e oferece modelos de liderança feminina no campo, promovendo justiça social e inclusão.

Perspectivas para 2025 e além:

o Expandir o viveiro para ampliar a capacidade de produção de mudas nativas.
o Ampliar parcerias com produtores locais para reflorestar áreas degradadas.
o Consolidar o sistema TIP com metas de produtividade sustentável, respeitando o bem-estar animal e a saúde do ecossistema.

Este projeto na Fazenda 4 de Agosto exemplifica como agro sustentável e inclusão social podem caminhar juntos para produzir não apenas alimento, mas também saúde ambiental, prosperidade econômica e bem-estar social. A iniciativa mostra que práticas responsáveis, aliadas a inovação e liderança feminina, podem transformar realidades, aproximando o campo das demandas de uma sociedade cada vez mais consciente da preservação dos recursos naturais.

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por Elissa Neves

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Agro Notícias

Milho dispara 12% em Sorriso e saca chega a R$ 47 com oferta limitada

 

O preço do milho registrou forte valorização em Sorriso, um dos maiores polos agrícolas de Mato Grosso. Em agosto, a saca do cereal alcançou média de R$ 47 no município, representando alta de aproximadamente 12% no período.

Os números constam no Agro Mensal, levantamento que acompanha o comportamento das principais commodities agrícolas. A valorização ocorre em meio à redução da disponibilidade do produto no mercado interno e às incertezas no cenário internacional.

Mesmo após a colheita da segunda safra, produtores seguem cautelosos nas negociações. Parte dos agricultores prefere manter o cereal armazenado, aguardando preços melhores, enquanto compradores encontram dificuldade para adquirir grandes volumes.

A menor presença de vendedores no mercado contribuiu para sustentar as cotações e ampliar a disputa pelo milho disponível. O movimento ganha importância em Sorriso, município que ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos.

Mercado externo preocupa

Além da oferta limitada dentro do país, o mercado acompanha as oscilações internacionais, o comportamento do dólar e as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esses fatores podem influenciar diretamente os preços praticados no Brasil.

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As exportações brasileiras também permanecem no radar. Quando os embarques avançam, o volume disponível no mercado interno diminui, aumentando a pressão sobre compradores, especialmente indústrias de ração, frigoríficos e produtores de proteína animal.

Apesar da alta registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado ainda pode apresentar forte volatilidade. O comportamento dos preços dependerá do ritmo das vendas dos produtores, da demanda interna e externa, do câmbio e das perspectivas para a próxima safra.

Em Sorriso, a valorização para R$ 47 por saca representa uma recuperação importante para os produtores, mas também pode elevar os custos de setores que utilizam o milho como matéria-prima.

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