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Curso de motivação fortalece profissionais em usina de açúcar e álcool


Colaboração, respeito e empatia são capazes de transformar um local de trabalho. Essa foi a visão adotada pelo departamento de Recursos Humanos da Usina Nardini, em Vista Alegre do Alto. Com assistência do SENAR-SP, lideranças setoriais da indústria de derivados da cana-de-açúcar passaram por uma formação que inclui temas como práticas motivacionais e psicologia das necessidades humanas. A ideia é que, em poder de conhecimentos sobre temas psicológicos e organizacionais, a cultura de trabalho da usina fomente o alinhamento de expectativas e deveres entre as equipes.

Nova demanda 

Segundo Augusto César dos Santos, coordenador do SENAR-SP que atua no município, a parceria com a Usina é de longa data. “Eles sempre requisitaram cursos agrícolas, como tratorista, colhedor de cana e aplicador de defensivos. E, do nosso lado, sempre incentivamos a empresa a trabalhar também a promoção social”, diz.

A mudança de chave aconteceu no segundo semestre do ano passado, por iniciativa do departamento de Recursos Humanos. “Eles acharam interessante trabalhar com aspectos de motivação interna e externa, satisfação, hierarquia das necessidades humanas”, conta. A Usina solicitou a realização de dois cursos, oferecidos simultaneamente às turmas: um sobre liderança, e outro de motivação. “Fomos em frente e, como resultado, o conteúdo agregou muito aos profissionais, complementando a formação técnica”, observa Augusto.

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Fator humano em foco 

O curso “Motivação de Equipes” tem oito horas de duração, com palestras e atividades dinâmicas como rodas de conversa. Os alunos aprendem técnicas de motivação amparadas na psicologia, como a de reforço e recompensa e a do positivo – negativo – positivo. Por se tratar de um curso direcionado a líderes de setor, como chefes de balança, colheita e escritório, também são ensinadas ferramentas de relacionamento com a equipe.

O curso de liderança de equipes tem a mesma carga horária. Entre os conteúdos, estão a explicação sobre os diferentes perfis de líderes e suas habilidades, como estabelecimento de metas, administração do tempo e avaliação dos trabalhos executados.

Durante o mês de novembro de 2021, o SENAR-SP promoveu cinco edições de cada um dos cursos na Usina Nardini, totalizando 80 horas de treinamento. Cada turma reuniu entre 15 e 20 pessoas.

“Nas palestras, colocamos em pauta a questão do respeito com os subordinados, de se colocar no lugar do outro. E tivemos um feedback importante, porque eles adquiriram uma nova visão do ser humano. Esse foi um ponto que tocou muito. A vida não é só produzir e produzir, tem que pensar na pessoa que produz na sua saúde e motivação a longo prazo”, observa Augusto.

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Outras informações acesse o Portal FAESP/SENAR-SP

Fonte: CNA Brasil

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Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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