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Crescimento da população mundial é grande oportunidade para o agro brasileiro, diz ex-presidente do “Banco do Brics”

O economista e ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, o “Banco do Brics”, Marcos Troyjo, será o palestrante do encerramento do 18º Circuito Aprosoja, que será realizado em Cuiabá, no dia 24 de junho, no Buffet Leila Malouf. Troyjo vai apresentar as oportunidades para o agro, em especial para a principal cultura agrícola do Brasil, a soja. 

Troyjo pontua que as mudanças econômicas e geopolíticas, com muitos países preocupados com a segurança alimentar, trazem oportunidades ao agro brasileiro. O economista lembra que alguns países terão decréscimo populacional nos próximos 25 anos. Mas, os que estão em situação contrária, vão aumentar a população mundial em cerca de 2 bilhões de habitantes.   

“Isso é equivalente a acrescentar outra China, outros Estados Unidos e outra Rússia no mundo. E o curioso é que, quando você cruza essa tendência de aumento populacional com fontes de crescimento da economia mundial, verá que o crescimento vem muito mais da expansão de países como Índia, Indonésia e China do que países como Suíça, Suécia ou a Bélgica”, afirma. 

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Para Troyjo, o crescimento da economia mundial será alicerçado em países com grande densidade demográfica, o que deve impulsionar a demanda por alimentos. O economista aponta que o Brasil, se aproveitar oportunidade, tem potencial para “mudar de patamar”, assim como fez no passado, quando passou de importador de alimentos para exportador. 

“Geralmente, quando você tem uma expansão econômica nesses países, que são países de classes média e baixa, a grande maioria da renda adicional vai para o consumo de alimentos. Nós estamos observando aqui, por conta desse aumento da demanda asiática, uma mudança estrutural na procura por alimentos nos próximos anos”, completa. 

Ele ainda pontua que a demanda por alimentos, é uma chance de o Brasil aumentar sua renda per capta e investimentos em ciência e tecnologia. 

Por outro lado, Troyjo enfatiza que o Brasil não deve “fechar as portas” para os mercados europeus e da América do Norte, pois grande parte dos investimentos feitos no Brasil vem de países ocidentais. O economista defende que é preciso persuadir os europeus que o discurso de suposta proteção ambiental tem mais relação com criar barreiras comerciais.

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“É uma pena, às vezes, utilizar a desculpa ambiental para criar barreiras protecionistas contra a exportação do agronegócio brasileiro. Mas ainda assim, colocando esses interesses mais setoriais de lado, tanto o Brasil, quanto os países europeus têm muito a ganhar se continuarem a expandir seu comércio”, acredita o economista.

Fonte: NoticiaExata

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Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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