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Agro Notícias

Crédito rural atingiu montante recorde: R$ 318,7 bilhões

Dados do banco Central mostram que o crédito rural desembolsado pelas instituições financeiras no período de julho de 2022 a maio de 2023 atingiu um montante de R$ 318,7 bilhões.

Esse valor representa um aumento de 18,6% em relação ao período equivalente da safra anterior, que teve um total de R$ 268,6 bilhões liberados. Além disso, o valor desembolsado nesta safra já supera todo o crédito rural concedido na safra anterior, que foi de R$ 314,5 bilhões.

O crédito rural desempenha um papel crucial no desenvolvimento e fortalecimento do setor agropecuário no Brasil, fornecendo recursos financeiros para impulsionar a produção agrícola e pecuária. Segundo dados do Banco Central, o desembolso de crédito rural na safra 2022/23 apresentou um crescimento expressivo em diferentes modalidades, refletindo a importância desse apoio para os produtores rurais.

O custeio da safra registrou o maior incremento, com um aumento de 34,4%, alcançando o valor de R$ 189,040 bilhões. Esse montante reflete a necessidade dos produtores rurais de financiar os insumos, como sementes, fertilizantes e defensivos agrícolas, além de despesas operacionais durante o ciclo de produção. O aumento nos desembolsos de custeio demonstra a confiança dos agentes financeiros na viabilidade e rentabilidade do setor agropecuário.

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Apesar das taxas de juros elevadas e da escassez de recursos de linhas com taxas controladas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), os investimentos de longo prazo no setor agrícola também apresentaram um crescimento de 5,6%.

Os recursos destinados a investimentos, que totalizaram R$ 82,294 bilhões, são direcionados para a aquisição de máquinas, equipamentos, implementação de tecnologias e infraestrutura nas propriedades rurais. Esse aumento demonstra a busca dos produtores por modernização e aumento da eficiência produtiva.

Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio

CONFIANÇA – Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, esse montante reflete a confiança dos agentes financeiros na capacidade de crescimento e desenvolvimento do agronegócio.

Isan explica que o aumento no desembolso de crédito rural é uma notícia extremamente positiva para os produtores rurais, pois permite que eles invistam em tecnologia, modernização e melhoria de suas atividades agrícolas e pecuárias. “Esse apoio financeiro contribui para a expansão da produção, o aumento da produtividade e a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado global”, frisou.

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O presidente do IA ressaltou ainda que, apesar das taxas de juros elevadas e da escassez de recursos com taxas controladas, os produtores rurais têm buscado alternativas e parcerias com instituições financeiras para obterem o crédito necessário. “Por isso é tão importante políticas e programas governamentais que incentivem e facilitem o acesso ao crédito rural, bem como a redução das taxas de juros para tornar o crédito mais acessível aos produtores”, comentou Rezende.

Fonte: Pensar Agro

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Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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