Agro Notícias
Comissão Semeadoras do Agro promove ciclo de palestras durante a Agrishow

Na manhã da última quinta-feira (28/04), no auditório do Instituto Agronômico na Agrishow 2022, em Ribeirão Preto (SP), aconteceu o encontro da Comissão Semeadoras do Agro, criada no âmbito do Sistema FAESP/SENAR-SP, com a realização de um café da manhã seguido de um ciclo de palestras para tratar de assuntos relacionados ao universo feminino e ao empreendedorismo.
A abertura do evento foi realizada por Adriana Menezes coordenadora da Comissão Semeadoras do Agro. “Quando recebi o convite do Dr. Fábio Meirelles para estar na coordenação do Semeadoras do Agro aceitei de prontidão, e hoje é uma feliz realidade poder acompanhar e estar junto destas lideranças femininas que estão impactando as atividades das mulheres que atuam no campo”, declarou.
Com a presença de mais de 100 mulheres, entre produtoras rurais, autoridades, presidentes de Sindicatos Rurais, técnicas e demais profissionais do Sistema FAESP/SENAR-SP, o evento contou com palestras de Luiza Brunet, ativista feminina e modelo; de Bia Doria, artista plástica e ex-presidente do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo; e de Juliana Farah, membro da Comissão Semeadoras do Agro e vice-presidente da Virada Feminina da Fiesp. A mesa oficial do evento também contou a presença de Cintia Milhim Ferreira, primeira-dama de Franca; e Renata Correa Gregoldo, secretária municipal de Assistência Social de Ribeirão Preto.
A primeira palestrante a se apresentar foi Rubenita Lessa, coordenadora-geral do Sistema Integrado de Atendimento às Mulheres vítimas de Violência – Ligue 180 – do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, que abordou o tema “Como o Ligue 180 pode ajudar no enfrentamento da violência contra as mulheres do campo”. Na sequência, Luiza Brunet apresentou o painel “Enfrentamento da violência doméstica e os direitos das mulheres no Campo”. Bia Doria falou sobre “Empreendedorismo das mulheres e a importância delas no agro” e Juliana Farah trouxe informações sobre linhas de créditos destinadas às pequenas produtoras rurais, no painel “Nano Crédito – Agro Mulheres”. “Poder ver todo o projeto Semeadoras do Agro gerando frutos, impactando a sociedade e levando para o agro a importância da atuação da mulher é muito importante para todas as nossas gerações”, declarou Juliana Farah.
Outras informações acesse o Portal FAESP/SENAR-SP
Agro Notícias
União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.
Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.
Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.
As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.
A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.
A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.
Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.
A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.
Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.
Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.
Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.
Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.
Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.
A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.
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