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Agro Notícias

CNA participa de missão técnica à Suíça

Visita à Sensefly, empresa que fabrica drones voltados ao setor rural

Brasília (06/05/2022) – O coordenador de Inovação do Sistema CNA/Senar, Matheus Ferreira, integrou a delegação brasileira que fez uma visita técnica à Suíça nesta semana para conhecer sistemas produtivos sustentáveis; processos de fabricação artesanais de queijos e centros de inovações tecnológicas.

Delegação brasileira na sede do governo suíço
Delegação brasileira na sede do governo suíço

A viagem, que ocorreu do dia 1º a 6 de maio, foi promovida pela Embaixada da Suíça no Brasil e pelo Departamento Federal de Assuntos Estrangeiros Suíço. Os integrantes da delegação tiveram compromissos em Berna, Zurique e na região de Gruyère.

Para o coordenador do Sistema CNA/Senar, a experiência possibilitou identificar uma gama de oportunidades. “Observamos uma série de sinergias e convergências entre os dois países. Retornaremos ao Brasil com conversas encaminhadas junto aos centros de inovação e pesquisa suíços, em temas relevantes para o setor rural no Brasil”.

Comitiva na Embaixada do Brasil na Suíça
Comitiva na Embaixada do Brasil na Suíça

Na capital Berna, a comitiva se reuniu com o embaixador da Suíça no Brasil, Pietro Lazzeri, com a embaixadora do Brasil no País, Claudia Buzzi, e representantes de órgãos do governo suíço para tratar de relações bilaterais, agricultura, comércio e sustentabilidade. A comitiva brasileira ainda assistiu à apresentação da rede global Swissnex, que conecta a Suíça e o mundo em educação, pesquisa e inovação.

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sede do centro de pesquisas Agroscope
sede do centro de pesquisas Agroscope

O grupo também visitou o Agroscope, centro suíço de excelência em pesquisa agrícola, para conhecer projetos na área de pecuária leiteira com gerenciamento eficiente de nutrientes e baixa emissão de carbono; estudos de produção suína sustentável, além do projeto PestiRed que estimula o uso de defensivos agroecológicos.

Em Zurique, a programação se aprofundou em temas relacionados à inovação e tecnologia, com idas à Universidade de Zurique, onde a delegação conheceu projetos voltados para a segurança alimentar e outras soluções para superar os desafios globais nessa área.

Outro local visitado foi a Fazenda Inteligente. “Trata-se de um centro de operação inteiramente mecanizado para receber produtores rurais, técnicos e profissionais do agro para conhecer as novas tecnologias do setor”, disse Ferreira.

Na região de Gruyère, o grupo visitou propriedades rurais de pecuária de leite, laticínios, agroindústrias de chocolates, e acompanhou as etapas de produção artesanal do queijo fondue e do tradicional queijo duro suíço originário do lugar e reconhecido mundialmente.

Além do coordenador do Sistema CNA/Senar, participaram da missão representantes do Itamaraty, do Senado Federal, da Câmara dos Deputados, do Ministério de Agricultura, do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

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Assessoria de Comunicação CNA

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Fonte: CNA Brasil

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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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