Agro Notícias
CNA destaca atuação de Tereza Cristina no Mapa
Brasília (30/03/2022) – O presidente da CNA, João Martins, destacou, durante almoço na sede da Confederação, na terça (30), a atuação da ministra Tereza Cristina à frente do Ministério da Agricultura e lembrou da relação de confiança construída ao longo de anos de convivência e parceria.
Na véspera de deixar o cargo para disputar as eleições deste ano, Teresa Cristina participou de um almoço na sede da CNA junto com o atual secretário-executivo da Pasta, Marcos Montes, que assumirá o cargo ministro na quinta (31).
Martins afirmou que a relação com Tereza Cristina “foi construída com atos de sinceridade” e colocou a entidade à disposição da ministra para os próximos desafios.
O presidente da CNA lembrou também toda a trajetória de aproximação com Tereza Cristina, que começou quando ela ocupava o cargo de secretária de Agricultura de Mato Grosso do Sul e, desde então, percebeu seu espírito de liderança.
Já a ministra enfatizou a situação de dever cumprido à frente órgão e ressaltou a importância do Sistema CNA/Senar em diversos momentos, uma parceria que só aumentou nos últimos anos com a atuação conjunta em diversos projetos, como o Agronordeste.
Tereza Cristina também destacou a valorização do agro brasileiro durante a pandemia. “Houve aquele pânico com as pessoas achando que ia faltar comida no mundo. No Brasil, o produtor continuou produzindo. A sociedade conheceu melhor o que era o agro e a importância do papel do agricultor”.
Marcos Montes, por sua vez, falou sobre a continuidade do trabalho da ministra e da necessidade de uma parceria cada vez mais forte com as entidades do agro para o crescimento do setor.
Participaram do encontro os diretores e presidentes das Federações de Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, do Amazonas (Faea), Muni Lourenço, de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedroso, do Espírito Santo (Faes), Júlio Rocha, da Paraíba (Faepa), Mário Borba, de Pernambuco (Faepe), Pio Guerra, além do diretor-geral do Senar, Daniel Carrara.
Assessoria de Comunicação CNA
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Agro Notícias
Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.
A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.
O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.
Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.
Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.
Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.
No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.
O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.
“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.
Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.
“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.
Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima
Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.
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