Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Agro Notícias

CNA debate ações prioritárias para a bovinocultura de corte em 2022

Brasília (10/05/2022) A Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, na segunda (9), para discutir as ações prioritárias para o setor produtivo em 2022. Esse foi o primeiro encontro sob o comando do novo presidente, Francisco Olavo de Castro.

“A Comissão é o fórum de discussão de temas fundamentais da pecuária de corte nacional. Para este ano, nós separamos os principais assuntos do setor e ficaremos atentos para defender o pecuarista de corte em qualquer instância e momento”, afirmou o presidente.

O plano de ação do colegiado foi apresentado pelo assessor técnico da CNA, Rafael Ribeiro, e inclui a elaboração de uma proposta de identificação individual de bovinos, por meio de um Grupo Técnico de Rastreabilidade.

“A ideia é criar esse GT e reunir certificadoras, empresas de tecnologia e universidades para discussão de uma proposta de rastreabilidade e envio para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) validar e publicar”, disse Rafael.

Outro tema prioritário é a retomada das discussões da proposta de Instrução Normativa de classificação e tipificação de carcaça de bovinos. De acordo com o presidente da Comissão, Francisco Olavo, o debate sobre o tema se estende desde 2016, quando um Grupo de Trabalho foi criado.

Leia Também:  Baixada cuiabana programa ações para 2022 visando fortalecimento da economia local

“Esse é um assunto de extrema importância para o setor e todos os envolvidos precisam estar de acordo. Ainda não temos uma rotulagem padronizada no Brasil e precisamos dela para agregar valor ao produto”, explicou.

A sustentabilidade da pecuária de corte brasileira também é um dos temas do plano de ação da Comissão Nacional. Dentre os objetivos estão o levantamento e divulgação de dados sobre a sustentabilidade da cadeia produtiva.

Durante a reunião foi discutida ainda a criação de um indicador de preços do boi gordo. O diretor de Informações Agropecuárias e Políticas Agrícolas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Sérgio De Zen, apresentou um modelo de indicador. Os representantes da Comissão contribuíram com sugestões.

Para Francisco Olavo de Castro, o índice vai servir como um balizador, uma referência de preços dos animais. “O setor precisa de um método de formação de preços de caráter voluntário, mas que ajude o pecuarista no momento da venda”, destacou.

Assessoria de Comunicação CNA
Telefone: (61) 2109-1419
flickr.com/photos/canaldoprodutor
twitter.com/SistemaCNA
facebook.com/SistemaCNA
instagram.com/SistemaCNA
facebook.com/SENARBrasil
youtube.com/agrofortebrasilforte

Fonte: CNA Brasil

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Agro Notícias

União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

Leia Também:  Maioria do STF vota a favor da aprovação da proposta do Orçamento da Corte para 2023

A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

Leia Também:  Presidente do IA participado do 23° Congresso Brasileiro da Agronomia no RS

Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA