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Chuvas escassas afetam ritmo de plantio da soja em Mato Grosso

Segundo dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o plantio da soja para a safra 2024/25 começou lentamente em Mato Grosso. Até a última sexta-feira (20/09), apenas 0,27% das áreas previstas foram semeadas, um atraso de 0,57 ponto percentual (p.p.) em comparação à média dos últimos cinco anos, e 1,55 p.p. em relação à safra anterior, que também teve antecipação do vazio sanitário.

Os informantes do Imea destacam que as áreas cultivadas até o momento são majoritariamente de pivôs de irrigação, uma vez que as chuvas na maior parte do estado estão atrasadas ou foram insuficientes para iniciar o plantio em áreas de sequeiro.

Apesar do início lento, o Imea lembra que a temporada 2024/25 está apenas começando. Historicamente, o maior volume de semeadura se concentra no mês de outubro, quando há expectativas de uma retomada das chuvas em todo o estado, permitindo a aceleração dos trabalhos nas lavouras.

Fonte: PowerMix
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Milho dispara 12% em Sorriso e saca chega a R$ 47 com oferta limitada

 

O preço do milho registrou forte valorização em Sorriso, um dos maiores polos agrícolas de Mato Grosso. Em agosto, a saca do cereal alcançou média de R$ 47 no município, representando alta de aproximadamente 12% no período.

Os números constam no Agro Mensal, levantamento que acompanha o comportamento das principais commodities agrícolas. A valorização ocorre em meio à redução da disponibilidade do produto no mercado interno e às incertezas no cenário internacional.

Mesmo após a colheita da segunda safra, produtores seguem cautelosos nas negociações. Parte dos agricultores prefere manter o cereal armazenado, aguardando preços melhores, enquanto compradores encontram dificuldade para adquirir grandes volumes.

A menor presença de vendedores no mercado contribuiu para sustentar as cotações e ampliar a disputa pelo milho disponível. O movimento ganha importância em Sorriso, município que ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos.

Mercado externo preocupa

Além da oferta limitada dentro do país, o mercado acompanha as oscilações internacionais, o comportamento do dólar e as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esses fatores podem influenciar diretamente os preços praticados no Brasil.

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As exportações brasileiras também permanecem no radar. Quando os embarques avançam, o volume disponível no mercado interno diminui, aumentando a pressão sobre compradores, especialmente indústrias de ração, frigoríficos e produtores de proteína animal.

Apesar da alta registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado ainda pode apresentar forte volatilidade. O comportamento dos preços dependerá do ritmo das vendas dos produtores, da demanda interna e externa, do câmbio e das perspectivas para a próxima safra.

Em Sorriso, a valorização para R$ 47 por saca representa uma recuperação importante para os produtores, mas também pode elevar os custos de setores que utilizam o milho como matéria-prima.

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