Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Agro Notícias

CEPEA/ABIOVE: Produção do biodiesel representou 2% de todo PIB da agroindústria nacional e gerou quase 20 mil empregos diretos em 2021


Clique aqui e baixe release completo em word.

Clique aqui e tenha acesso ao relatório completo.

Cepea, 23/03/2022 – O PIB brasileiro da fabricação de biodiesel somou R$ 10,5 bilhões em 2021, aproximadamente 2% de toda a agroindústria brasileira. Estes dados fazem parte de estudos gerados por meio de uma parceria entre o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, e a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais). A partir de agora, o Centro de Pesquisas e a Associação passam a divulgar trimestralmente dados sobre a geração de PIB, empregos e comércio exterior relacionados às atividades da cadeia da soja e do biodiesel.

Indiretamente, levando-se em conta a agregação de valor realizada por atividades e serviços que atuam para que o biodiesel chegue ao consumidor final (processos produtivos, comércio, transporte e outros serviços necessários para a movimentação do produto), a atividade contribuiu para que fosse gerado um PIB de R$ 20,3 bilhões.

Considerando-se seus encadeamentos intersetoriais, avalia-se que, para cada R$ 1 a mais de produção da atividade de fabricação de biodiesel, R$ 4,4 são acrescentados na economia como um todo. Pesquisadores do Cepea e da Abiove ressaltam que trata-se de um relevante efeito multiplicador: choques de demanda no setor mais do que quadruplicam seu valor em termos de impacto final na produção brasileira total.

Leia Também:  Em 9 dias úteis, volume exportado de carne suína brasileira atinge 63% do total exportado em outubro de 2021

GERAÇÃO DE EMPREGOS – O Cepea e a Abiove estimam que, em 2021, cerca de 19 mil pessoas estavam ocupadas na atividade do biodiesel diretamente (envolvendo desde empregados assalariados até os empresários empregadores). Quase todos (97%) os empregos diretos gerados eram formais (carteira de trabalho assinada), contra uma taxa de 86% para a formalização na agroindústria em geral. Em média, o salário pago no setor chegou a R$ 2.408 ao mês, sendo cerca de 16% superior ao da média na agroindústria brasileira. Pesquisadores destacam que os empregos bem remunerados são gerados fora dos grandes centros, contribuindo para o desenvolvimento do interior do País.

A produção de biodiesel apresenta encadeamentos importantes com atividades que são grandes geradoras de empregos. Sendo assim, estima-se que, para cada R$ 1 a mais de produção da atividade de fabricação de biodiesel, 33 empregos são acrescentados na economia como um todo.

Outras informações por meio da Comunicação Cepea, com o prof. Geraldo Barros e a pesquisadora Nicole Rennó: [email protected] e (19) 3429 8836

Leia Também:  CAFÉ/CEPEA: Valores continuam caindo no BR, mantendo vendedores longe do spot

Fonte: CEPEA

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Agro Notícias

União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

Leia Também:  Sorriso e Canarana lideram ranking com mortes de trabalhadores em silos

A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

Leia Também:  Ministro reajusta decisão e exclui álcool anidro e biodiesel da regra para nova base de cálculo de ICMS

Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA