Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Agro Notícias

ATeG Pecuária de Corte fortalece mercado de carnes em SC


Com o objetivo de auxiliar no aperfeiçoamento da cadeia produtiva do mercado de carnes, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Santa Catarina (Senar/SC), órgão vinculado à a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faesc), desenvolve em parceria com os Sindicatos Rurais do Estado, o Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) com foco na pecuária de corte. A inciativa atende produtores rurais de pequeno e médio portes com vocação e estrutura para as atividades.

Segundo a coordenadora estadual da ATeG em Santa Catarina, Paula Coimbra Nunes, o programa conta com consultorias técnicas e gerenciais que incluem suporte em gestão, genética, manejo adequado, melhoria da alimentação e das instalações dos estabelecimentos rurais. “Cada técnico atende o produtor visando transmitir conhecimentos relacionados à gestão da empresa rural e técnicas de manejo voltadas às atividades de cada propriedade. Também realizamos outras atividades como, por exemplo, os Dias de Campo que visam avaliar os resultados na prática e discutir possíveis melhorias.

O mais recente Dia de Campo da ATeG Pecuária de Corte ocorreu neste mês em Fraiburgo, meio oeste catarinense, na Cabanha Gralha Azul, do produtor Antonio Marcos Passarin.O evento, realizado pelo Senar/SC em parceria com o Sindicato Rural de Fraiburgo, com apoio da Prefeitura, aprofundou o tema Pastagem de verão com foco para o planejamento forrageiro.

Leia Também:  Pesquisa mostra o drama da armazenagem de grãos enfrentado pelo agronegócio

O objetivo foi avaliar o plantio das pastagens feito na propriedade com a intenção de atingir a maior quantidade de carne por área, sem prejudicar o desenvolvimento do pasto nem a qualidade do solo. A iniciativa também oportunizou equilibrar a demanda e oferta de forragem na propriedade ao longo do tempo.  As variedades de pastagens anuais e perenes foram implantadas em novembro/21, sendo que os animais pastorearam a área três vezes até a realização do evento.

 O evento contou com a colaboração de empresas parceiras do setor de desenvolvimento genético das pastagens na região Sul do Brasil e do setor de fertilizantes atuante em SC.As atividades foram conduzidas pelo supervisor regional do Senar/SC,Jeam Carlos Palavro, e pelo técnico de campo da ATeG,Eduardo Brancaleone. Tambémcontaram com a colaboração dos técnicos que atuam na região Fabio Sordi, SuianePittol, Nayara Bridi Mafra e Lilian Granemann. A equipe de técnicos esteve empenhada desde o plantio, condução e realização do campo demonstrativo para que os produtores visualizassem na prática o desenvolvimento das 11 cultivares implantadas.

Durante o evento os supervisores técnicos da ATeGFernando da Silveira e Leandro Simioniapresentaram aos produtores rurais os principais pontos que devem ser observados no manejo, visando maximizar a produção de pastagens de qualidade e otimizando o sistema produtivo pecuário.

Leia Também:  Aprosoja-MT debate PL 337/2022 que retira Mato Grosso da Amazônia legal

RESULTADOS DA ATEG PECUÁRIA DE CORTE

De acordo com o presidente do Sistema Faesc/Senar-SC, José Zeferino Pedrozo, o Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) com foco para pecuária de corte é reconhecido como uma das estratégias fundamentais para fortalecer a cadeia produtiva do setor. “Queremos promover a inovação na gestão de propriedades rurais e estamos atingindo os nossos objetivos, tanto que desde que foi criado em 2016, a programa atendeu mais de 2.700 produtores em 184 municípios catarinenses. Aliados aos números, destacam-se os expressivos resultados”.

O superintendente do Senar/SC, Gilmar Zanluchi, complementa que atualmente, o programa contabiliza 54 grupos com 1.570 produtores no Estado. “Cada dia percebemos que os produtores de gado de corte estão inovando cada vez mais, não somente na gestão como na implementação de novas práticas de manejo, tecnologias e outros aspectos importantes para que tenhamos uma carne de qualidade”, ressaltou ao frisar que neste ano os investimentos seguem intensos para profissionalizar e fortalecer ainda mais a cadeia produtiva do setor.

Fonte: CNA Brasil

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Agro Notícias

União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

Leia Também:  USDA: EUA realiza embarques semanais de grãos e soja

A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

Leia Também:  Pesquisa mostra o drama da armazenagem de grãos enfrentado pelo agronegócio

Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA