Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Agro Notícias

Agrohackathon 2022 divulga vencedores da maratona tecnológica


Os campeões da maratona tecnológica Agrohackathon 2022, que nesse ano teve como tema o “Gestão de riscos rurais”, foram conhecidos nesta quarta-feira (13). Em uma transmissão online ao vivo, os participantes da Região Metropolitana de Curitiba e do Oeste do Paraná puderam conhecer as equipes ganhadoras, na seguinte ordem: Easy Fish, Agro Brain e Iagro (veja os nomes dos integrantes de cada time abaixo). Os ganhadores foram contemplados cada um com notebooks (1º lugar), tablets (2º lugar) e cadeiras gamer (3º lugar). A iniciativa do Agrohackathon é do Centro de Economia Aplicada, Cooperação e Inovação (CEA) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), com realização do Sistema FAEP/SENAR-PR e Agrociência Cooperativa.

“Diante dos problemas identificados no campo, esses estudantes e profissionais apresentaram soluções para diversos gargalos que podem prejudicar o bom desenvolvimento de nossos negócios, em diversas etapas da agricultura e da pecuária. Temos certeza que esses projetos vão colaborar muito com o dia a dia do meio rural”, aponta o presidente do Sistema FAEP/SENAR-PR, Ágide Meneguette.

Projetos

O projeto campeão, da equipe Easy Fish, propôs a venda de um elevador móvel para despesca parcial em tanques escavados. A iniciativa promete diminuir a mortalidade de peixes pela técnica de despesca de arrastão e economizar água. Além disso, outro benefício é a redução do estresse no cardume, o fim do trabalho manual e os prejuízos causados pela técnica tradicional que proporciona o sufocamento de parte dos peixes na lama.

Leia Também:  PRF divulga balanço da Operação Carnaval 2023 em Mato Grosso

A equipe que levou o segundo lugar, Agro Brain, pensou em uma plataforma digital capaz de atender produtores rurais e corretoras. A ideia é disponibilizar aos agropecuaristas a possibilidade de comparar benefícios oferecidos por diferentes companhias de seguro. Ao mesmo tempo, as seguradoras também teriam acesso a um banco de dados com detalhes capazes de facilitara a comercialização de apólices. Interligação com bancos de dados de produção, produtividade, clima, entre outros dados, também fariam parte do sistema.

O time que angariou a terceira posição, Iagro, focou na questão da peritagem, um dos gargalos das seguradoras brasileiras. O projeto foca em resolver questões como ineficiência estratégica, custos com peritos, sazonalidade na demanda e falta de informação. Uma plataforma digital teria a possibilidade de atuar em questões como reeducação de custo, otimização e orientação da estratégia operacional, além de fazer um roadmap de onde estão os peritos. Além disso, a ferramenta prevê a redução de risco jurídico e maior satisfação do cliente.

Jornada dos participantes

A maratona tecnológica é feita anualmente no Paraná para propor soluções diante dos problemas dentro e fora da porteira do campo paranaense. A cada edição, o evento possui um tema. Nesse ano, o evento teve foco na gestão de riscos no setor agropecuário.

O Agrohackaton contou com a participação de mais de 160 estudantes de escolas agrícolas e universidades, além de profissionais de diversas áreas. No total, 97 integraram a frente do Oeste do Paraná (tendo Palotina como referência) e 64 a da Grande Curitiba (tendo a capital como polo). Tudo começou com duas AulasCast (remotas), que abordaram “Processos de Inovação” e “Gestão de Riscos Rurais”, realizadas, respectivamente, nos dias 29 e 31 de março. A intenção foi promover um nivelamento dos estudantes sobre as temáticas envolvendo desenvolvimento de soluções e seguro rural.

Leia Também:  Secel divulga programação de eventos culturais e esportivos para o fim de semana

Apoio

A edição 2022 do Agrohackathon contou com o apoio da Cooperativa Sicredi Vale do Piquiri, Mapfre Seguradora, BrasilSeg Seguros, Sistema Ocepar, Agência Alemã de Desenvolvimento (GIZ), C Vale, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Secretaria de Agricultura do Estado do Paraná (SEAB), Secretaria da Educação e do Esporte (Seed), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR); Embrapa Agricultura Digital, Sindicato Rural da Lapa, Sindicato Rural de Palotina e Sindicato Rural de Assis Chateaubriand.

Confira os vencedores:

1º lugar – Equipe Easy Fish

  • Josiane Mariane Batista
  • Karina Pereira dos Santos
  • Michele de Oliveira Elias
  • Nathani Cremon
  • Victor Hugo Concolato Neves

2º lugar – Equipe Agrobrain

  • Geovanna Kasemirinski da Silva
  • Maxwell Ripplinger Oliveira
  • Moises Knaut Tokarski
  • Pedro Boareto
  • Renata de Ferreira Bandeira

3º lugar – Equipe Iagro

  • Diego Siedel Bertolini
  • Felipe Messias Priotto
  • Jamile Armstrong Rodrigues
  • Leopoldo Luiz Gubert Filho
  • Lorenzo Mesadri
Fonte: CNA Brasil

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Agro Notícias

União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

Leia Também:  CSMP divulga lista de inscritos em edital de remoção

A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

Leia Também:  Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso divulga Plano de Gestão 2023/2024

Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA