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Acordo de cooperação entre Sebrae e Sistema FAES/Senar-ES aumentará os serviços oferecidos via Sindicatos


Uma oportunidade inédita de capacitação e remuneração está disponível aos sindicatos rurais capixabas, fruto de uma parceria entre o Sebrae-ES, a Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (FAES) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Espírito Santo (Senar-ES), que visa a realização de ações conjuntas em apoio ao agronegócio capixaba.

Nacionalmente foi assinado dia 30 de março, entre o Sebrae e o Sistema CNA/Senar um Acordo de Cooperação Técnica (ACT), em Brasília, e por meio dele será fomentado o desenvolvimento de empreendedores, de micro e pequenas empresas e a melhoria do ambiente de negócios do setor e da imagem do agronegócio brasileiro junto à sociedade.

No Espírito Santo, a novidade foi anunciada durante o encontro de dirigentes sindicais, lideranças e produtores rurais, que a FAES realiza mensalmente. 

Para participar, o sindicato rural interessado deve se credenciar no edital nº 01/2021. O projeto visa ampliar as ações de atendimento aos pequenos negócios, com a utilização de soluções do Sebrae nos 78 municípios do Estado. 

Os planos de trabalho iniciais terão cinco temas principais: programa Negócio Certo Rural, cadeias produtivas estratégicas, ampliação do Empretec Rural, implantação do bolsista ALI Rural integrado a ATEG e alimentos brasileiros diferenciados – artesanais, tradicionais, típicos e com Indicação Geográfica – IG e Selo ARTE.

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Ao se credenciar, o sindicato rural tem as vantagens de aumentar o portfólio de serviços oferecidos aos produtores associados, capacitar os profissionais de atendimento da entidade, planejar atividades, além de ser remunerado ao ofertar os produtos do Sebrae.

Também será oferecido às entidades que aderirem ao edital uma consultoria de “Alinhamento Estratégico e Performance de Mercado”, que vai melhorar a percepção e proposta de valor da entidade junto aos associados, além de otimizar os canais de comunicação e relacionamento para atrair novos associados. 

De acordo com o superintendente do Sebrae-ES, Pedro Rigo, “é fundamental somar esforços destas duas instituições com objetivo de ampliar a capacidade de atender o produtor rural capixaba, além de aumentar ofertas de serviços disponíveis hoje. Outra ação importante que iremos juntos realizar é o fortalecimento da representação dos Sindicatos Rurais junto aos associados, precisamos de Sindicatos fortes para melhor representar os anseios do setor”.

O apoio à gestão dos pequenos negócios rurais é um ponto importante entre as ações previstas no acordo. “Isso possibilitará a ampliação do atendimento aos produtores e famílias rurais com soluções importantes em tecnologia, inovação, assistência técnica e gerencial, meio ambiente visando a sustentabilidade dos negócios rurais”, disse a superintendente do Senar-ES, Letícia Simões. 

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Para o presidente da FAES, Júlio Rocha, o Acordo de Cooperação é um marco importante buscado pela Federação. “O fortalecimento da base do Sistema está nos sindicatos rurais presentes nos municípios, e essa parceria vai desenvolver um trabalho para tornar os sindicatos mais atrativos e profissionalizados para atender nossos produtores rurais”, ressaltou.  

Esclarecimentos ou dúvidas em relação ao novo edital de credenciamento devem ser encaminhadas por e-mail: [email protected] 

Fonte: CNA Brasil

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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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