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Saúde

Zumbido tem cura?

O zumbido incomoda e pode até ser comparado com uma dor de cabeça, já que os dois tem várias causas e vários tipos de tratamento. Para falar sobre o assunto, o Bem Estar desta quarta-feira (02) recebeu as otorrinolaringologistas Tanit Sanchez e Sandra Bastos.

Grande parte das pessoas que buscam o tratamento conseguem alguma melhora parcial e há ainda uma pequena parcela de pessoas que relatam uma melhora completa, que significa a ausência do sintoma e sem nenhuma recaída. Outros dados são que 15% das pessoas que tem perda de audição tem zumbido e destas, 2% se incomodam (ou seja, 13% convivem ou não se incomodam com o zumbido).

O zumbido ocorre, em 90% dos casos, por causa da perda auditiva. Mas não quer dizer que quem tem perda auditiva terá, necessariamente, zumbido. Pode ocorrer por doença genética (quando nasce já com a perda), por causa de algumas doenças infecciosas (que levam a perda de audição), pela idade (vamos perdendo a audição com o envelhecimento), por medicamentos que possuem ação tóxica (efeito colateral) no ouvido (causando perda de audição e/ou zumbido), como alguns antibióticos, anti-inflamatórios, diuréticos, quimioterápicos, estimulantes sexuais e por lesão ou traumas.

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O cérebro

O zumbido ocorre porque o cérebro percebe que a pessoa perdeu um pouco da audição. Por exemplo, uma pessoa perdeu 5 decibéis de audição, só que ela não se dá conta que isso aconteceu, mas o cérebro dela sim. Ele quer corrigir essa perda e o zumbido aparece como um “curto circuito” (tipo um reparo) dizendo que ocorreu um dano em parte do aparelho auditivo. É um mecanismo compensatório. Se falta algo, ele recruta alguma parte (gera uma hiperatividade) para cobrir aquele buraco. E essa compensação pode vir em forma de zumbido.

Diagnóstico

O diagnóstico deve ser individual e estudado caso a caso. É preciso compreender o tamanho do incômodo e como o paciente convive com ele. Muitos pacientes relacionam o zumbido com a dor.

Podem ser feitos exames físicos otorrinolaringológico, avaliação audiométrica com acufenometria (medida da frequência e intensidade do zumbido), ou mesmo exames de sangue.

Diabetes, hipotireoidismo e problemas de ordem hormonal podem ser causas do zumbido (alterações na parte metabólica).

Fonte: BemEstar

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Saúde

Mais de 7,6 mil bebês nasceram de mães adolescentes em Mato Grosso em 2025

Mais de 7,6 mil bebês nasceram de mães adolescentes em Mato Grosso no ano passado, segundo dados do Painel de Monitoramento de Nascidos Vivos, do Ministério da Saúde. O levantamento registra 7.310 partos de jovens entre 15 e 19 anos e outros 324 de meninas com menos de 14 anos, uma média de aproximadamente 20 nascimentos por dia.

Além de evidenciar uma realidade marcada pela gravidez precoce, os números também chamam atenção para casos que podem estar relacionados ao estupro de vulnerável, especialmente entre as menores de 14 anos, e para os impactos sociais enfrentados por essas adolescentes.

No cotidiano da assistência social, a gravidez na adolescência costuma representar uma ruptura nos projetos de vida. Segundo a psicóloga do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do bairro Pedregal, Emanuele Costa, muitas jovens passam a enxergar a maternidade como único caminho possível.

“É como se a vida dela se resumisse à maternidade, e é isso que vai determinar todo o resto da vida dela”, afirma.

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A profissional explica que parte das adolescentes procura atendimento espontaneamente, enquanto outras são encaminhadas pelas unidades de saúde. No Cras, elas recebem acolhimento, orientação e acompanhamento para acesso aos benefícios socioassistenciais.

Entre os principais desafios está a evasão escolar. A gravidez, as limitações impostas pela gestação, o período do puerpério e a dificuldade de conciliar os cuidados com o bebê fazem com que muitas interrompam os estudos.

“Nós analisamos se houve ou não a evasão escolar, para ver a possibilidade de essa jovem voltar para a escola. Isso é uma grande questão na gravidez na adolescência, pois muitas deixam de ir ou têm muita dificuldade para voltar. Elas precisam de uma rede de apoio consolidada para conseguir, neste momento, voltar à escola e não ficarem desamparadas em relação aos cuidados com o filho”, destaca.

De acordo com Emanuele, outro aspecto recorrente é a ausência de planejamento para o futuro. Diferentemente de outros adolescentes, que costumam projetar objetivos como concluir os estudos, ingressar na universidade e conquistar independência financeira, muitas jovens grávidas acabam limitando suas expectativas à maternidade.

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“Muitas vezes, se ouve na adolescência: ‘eu quero estudar, me formar, passar no Enem e depois comprar uma casa’. Com elas, não. É como se agora a vida dela fosse só isso. Eu vou ser mãe e pronto, não tem planejamento para a vida futura”, relata.

A psicóloga também observa que, na maioria dos atendimentos, os pais das crianças estão ausentes. O suporte costuma vir das mães ou avós das adolescentes, que assumem papel fundamental na construção da rede de apoio.

“Pela nossa vivência, o amparo vem desse lado materno da própria mãe trazer a filha, conversar e tentar restabelecer esse vínculo que, muitas vezes, chega fragilizado. Nisso entra o papel da assistência social e do serviço de fortalecimento de vínculos. É para garantir que a rede de apoio seja mantida, porque essa é uma das principais bases para que a jovem consiga ter uma vida menos vulnerável e fique menos exposta a situações de risco”, conclui.

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