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Saúde

Vereadores de Nova Mutum visitam clínica de hemodiálise e reforçam pedido por unidade no município

A Câmara Municipal de Nova Mutum segue acompanhando de perto as demandas da área da saúde e reforçando seu compromisso com a qualidade de vida da população. Na manhã desta quarta-feira, 25 de fevereiro, o presidente do Legislativo, Lucas Badan Faria (União Brasil) esteve em Sorriso para realizar uma vistoria na Clínica de Hemodiálise que atende pacientes do município. A agenda institucional contou ainda com a presença dos vereadores Ricardo Schneider (PL) e Rafael Brignoni (PL).

A visita foi planejada estrategicamente para coincidir com o dia em que os pacientes de Nova Mutum realizavam o procedimento de hemodiálise na unidade. O objetivo foi acompanhar de perto a realidade enfrentada por quem depende do tratamento contínuo e observar as condições estruturais e operacionais oferecidas pela clínica conveniada.

Durante a vistoria, os parlamentares puderam conversar com pacientes e profissionais de saúde, ouvindo relatos e compreendendo de forma mais sensível a rotina de deslocamentos frequentes até Sorriso. O momento foi marcado por emoção, especialmente ao se depararem com pessoas conhecidas da comunidade mutuense, que enfrentam uma jornada exaustiva em busca do atendimento necessário para manter a própria saúde.

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Em suas manifestações, os vereadores destacaram a urgência na instalação de uma Clínica de Hemodiálise em Nova Mutum, pauta que vem sendo acompanhada pelo Legislativo. O presidente Lucas Badan ressaltou a relevância dos serviços prestados aos pacientes e enfatizou a necessidade de que cada pessoa em tratamento seja acolhida com dignidade, carinho e respeito. Segundo ele, o Poder Legislativo tem atuado de forma firme para contribuir com o avanço dos trâmites necessários à implantação da unidade no município.

O vereador Rafael Brignoni reconheceu a qualidade do atendimento ofertado pela clínica em Sorriso, mas pontuou que o deslocamento constante representa um desgaste físico e emocional significativo aos pacientes e seus familiares. Para o parlamentar, a instalação do serviço em Nova Mutum é uma medida que trará mais conforto, segurança e qualidade de vida às pessoas que já enfrentam uma rotina delicada de cuidados com a saúde.

Já o vereador Ricardo Schneider reforçou a necessidade de celeridade nos processos administrativos e burocráticos que envolvem a implantação da clínica no município. Ele destacou que o Legislativo permanece atento e mobilizado, buscando diálogo com os órgãos competentes para que a demanda avance de forma efetiva e responsável.

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A iniciativa demonstra o lado propositivo da Câmara Municipal, que vai além das discussões em plenário e se faz presente onde a população mais precisa. Ao acompanhar in loco a realidade dos pacientes, os vereadores reafirmam o compromisso com a luta pela instalação de uma clínica de hemodiálise em Nova Mutum. De acordo com os parlamentares, o passo seguinte será encaminhar, na próxima semana, ao Conselho de Saúde um documento de solicitação de instalação de uma clínica de hemodiálise na cidade.

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Saúde

Mais de 7,6 mil bebês nasceram de mães adolescentes em Mato Grosso em 2025

Mais de 7,6 mil bebês nasceram de mães adolescentes em Mato Grosso no ano passado, segundo dados do Painel de Monitoramento de Nascidos Vivos, do Ministério da Saúde. O levantamento registra 7.310 partos de jovens entre 15 e 19 anos e outros 324 de meninas com menos de 14 anos, uma média de aproximadamente 20 nascimentos por dia.

Além de evidenciar uma realidade marcada pela gravidez precoce, os números também chamam atenção para casos que podem estar relacionados ao estupro de vulnerável, especialmente entre as menores de 14 anos, e para os impactos sociais enfrentados por essas adolescentes.

No cotidiano da assistência social, a gravidez na adolescência costuma representar uma ruptura nos projetos de vida. Segundo a psicóloga do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do bairro Pedregal, Emanuele Costa, muitas jovens passam a enxergar a maternidade como único caminho possível.

“É como se a vida dela se resumisse à maternidade, e é isso que vai determinar todo o resto da vida dela”, afirma.

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A profissional explica que parte das adolescentes procura atendimento espontaneamente, enquanto outras são encaminhadas pelas unidades de saúde. No Cras, elas recebem acolhimento, orientação e acompanhamento para acesso aos benefícios socioassistenciais.

Entre os principais desafios está a evasão escolar. A gravidez, as limitações impostas pela gestação, o período do puerpério e a dificuldade de conciliar os cuidados com o bebê fazem com que muitas interrompam os estudos.

“Nós analisamos se houve ou não a evasão escolar, para ver a possibilidade de essa jovem voltar para a escola. Isso é uma grande questão na gravidez na adolescência, pois muitas deixam de ir ou têm muita dificuldade para voltar. Elas precisam de uma rede de apoio consolidada para conseguir, neste momento, voltar à escola e não ficarem desamparadas em relação aos cuidados com o filho”, destaca.

De acordo com Emanuele, outro aspecto recorrente é a ausência de planejamento para o futuro. Diferentemente de outros adolescentes, que costumam projetar objetivos como concluir os estudos, ingressar na universidade e conquistar independência financeira, muitas jovens grávidas acabam limitando suas expectativas à maternidade.

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“Muitas vezes, se ouve na adolescência: ‘eu quero estudar, me formar, passar no Enem e depois comprar uma casa’. Com elas, não. É como se agora a vida dela fosse só isso. Eu vou ser mãe e pronto, não tem planejamento para a vida futura”, relata.

A psicóloga também observa que, na maioria dos atendimentos, os pais das crianças estão ausentes. O suporte costuma vir das mães ou avós das adolescentes, que assumem papel fundamental na construção da rede de apoio.

“Pela nossa vivência, o amparo vem desse lado materno da própria mãe trazer a filha, conversar e tentar restabelecer esse vínculo que, muitas vezes, chega fragilizado. Nisso entra o papel da assistência social e do serviço de fortalecimento de vínculos. É para garantir que a rede de apoio seja mantida, porque essa é uma das principais bases para que a jovem consiga ter uma vida menos vulnerável e fique menos exposta a situações de risco”, conclui.

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