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Saúde

Nova Mutum vai imunizar mais de 5 mil pessoas essa semana

Foto: Kacio Henrique

A Prefeitura de Nova Mutum através da Secretaria de Saúde liberou nesta segunda-feira, 16, o agendamento para pré-cadastro para população geral acima de 25 anos e trabalhadores da indústria a partir de 18 anos.

O objetivo da secretaria é vacinar mais de 5 mil pessoas essa semana. “Essa semana será bem intensificada para os trabalhadores da saúde, e pessoas envolvidas na vacinação. Mais de 5 mil doses chegaram para nós e estamos felizes com essa quantidade. Desde o início da campanha de vacinação é a primeira vez que receberemos esse montante”, ressaltou Sônia Ávila, Secretária de Saúde.

Os que já haviam se cadastrados na semana passada devem ser aprovados ainda nesta segunda para vacinação na terça, quarta e quinta, no Sindicato Rural de Nova Mutum, das 7h da manhã até às 16h da tarde.

“Escolhemos o Sindicato Rural desta vez, pois a vacina que iremos aplicar ela precisa ser manipulada, é a Pfizer, e ela é em pó. As últimas vezes que fizemos no ginásio e também através de Drive Thru, não foram interessantes para a equipe de imunizadores. A Pfizer ela requer uma atenção especial e também local climatizado”, destacou Juliana Manfroi, Coordenadora da Central de Vacinas.

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O agendamento deve ser através do site da prefeitura, e no dia agendado, deve ser apresentado documento pessoal com foto, CPF ou cartão do SUS e cartão de vacinação. Para aplicação em segunda dose, não há necessidade de agendar.

A imunização está ocorrendo no sistema de livre demanda, por ordem de chegada com senhas, na Central de Vacinas, sexta e sábado, das 6h às 16h, para pessoas vacinadas até o dia 02 de junho.

Desde o início da campanha de vacinação, 22.769 doses já foram aplicadas. Destas, 17.071 foi primeira dose, 4.922 segunda dose e 770 dose única.

 

 

 

Fonte: ACESSORIA

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Saúde

Mais de 7,6 mil bebês nasceram de mães adolescentes em Mato Grosso em 2025

Mais de 7,6 mil bebês nasceram de mães adolescentes em Mato Grosso no ano passado, segundo dados do Painel de Monitoramento de Nascidos Vivos, do Ministério da Saúde. O levantamento registra 7.310 partos de jovens entre 15 e 19 anos e outros 324 de meninas com menos de 14 anos, uma média de aproximadamente 20 nascimentos por dia.

Além de evidenciar uma realidade marcada pela gravidez precoce, os números também chamam atenção para casos que podem estar relacionados ao estupro de vulnerável, especialmente entre as menores de 14 anos, e para os impactos sociais enfrentados por essas adolescentes.

No cotidiano da assistência social, a gravidez na adolescência costuma representar uma ruptura nos projetos de vida. Segundo a psicóloga do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do bairro Pedregal, Emanuele Costa, muitas jovens passam a enxergar a maternidade como único caminho possível.

“É como se a vida dela se resumisse à maternidade, e é isso que vai determinar todo o resto da vida dela”, afirma.

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A profissional explica que parte das adolescentes procura atendimento espontaneamente, enquanto outras são encaminhadas pelas unidades de saúde. No Cras, elas recebem acolhimento, orientação e acompanhamento para acesso aos benefícios socioassistenciais.

Entre os principais desafios está a evasão escolar. A gravidez, as limitações impostas pela gestação, o período do puerpério e a dificuldade de conciliar os cuidados com o bebê fazem com que muitas interrompam os estudos.

“Nós analisamos se houve ou não a evasão escolar, para ver a possibilidade de essa jovem voltar para a escola. Isso é uma grande questão na gravidez na adolescência, pois muitas deixam de ir ou têm muita dificuldade para voltar. Elas precisam de uma rede de apoio consolidada para conseguir, neste momento, voltar à escola e não ficarem desamparadas em relação aos cuidados com o filho”, destaca.

De acordo com Emanuele, outro aspecto recorrente é a ausência de planejamento para o futuro. Diferentemente de outros adolescentes, que costumam projetar objetivos como concluir os estudos, ingressar na universidade e conquistar independência financeira, muitas jovens grávidas acabam limitando suas expectativas à maternidade.

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“Muitas vezes, se ouve na adolescência: ‘eu quero estudar, me formar, passar no Enem e depois comprar uma casa’. Com elas, não. É como se agora a vida dela fosse só isso. Eu vou ser mãe e pronto, não tem planejamento para a vida futura”, relata.

A psicóloga também observa que, na maioria dos atendimentos, os pais das crianças estão ausentes. O suporte costuma vir das mães ou avós das adolescentes, que assumem papel fundamental na construção da rede de apoio.

“Pela nossa vivência, o amparo vem desse lado materno da própria mãe trazer a filha, conversar e tentar restabelecer esse vínculo que, muitas vezes, chega fragilizado. Nisso entra o papel da assistência social e do serviço de fortalecimento de vínculos. É para garantir que a rede de apoio seja mantida, porque essa é uma das principais bases para que a jovem consiga ter uma vida menos vulnerável e fique menos exposta a situações de risco”, conclui.

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