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Saúde

MT está com UTIs lotadas há uma semana e fila de espera por vaga tem mais de 100 pacientes

Desde a última segunda-feira (8), o estado está com ocupação máxima dos leitos de UTI para casos de coronavírus. Fila cresceu nos últimos dias.

Mato Grosso está com os leitos de UTI lotados — Foto: Facebook/Reprodução

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) informou que 104 pacientes com Covid-19 aguardam vaga de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso. Desde a última segunda-feira (8), o estado está com ocupação máxima dos leitos de UTI para casos de coronavírus. Desde então não existe mais vagas para novas internações.

A fila tem aumentado de acordo com o crescimento no número de infectados. Na sexta-feira (12), havia 102 pessoas à espera de leito de UTI para tratamento da Covid-19.

Tem mais de uma semana que o governo de Mato Grosso pediu ajuda aos outros estados para a transferência desses pacientes com Covid-19 para UTIs, mas nenhum paciente foi transferido até esta segunda-feira (15).

Na semana passada, o governador Mauro Mendes (DEM) anunciou a abertura de 500 leitos clínicos com ventilação mecânica e 160 de UTI para atender pacientes com Covid-19.

Essa é a segunda vez que a saúde de Mato Grosso entra em colapso desde o início da pandemia. Em julho do ano passado, também houve falta de vagas para os pacientes com a doença.

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Mato Grosso registrou 6.370 óbitos em decorrência do coronavírus até agora e 272.232 casos da doença. Destas mortes, 354 foram nos últimos 7 dias.

Entre os infectados atualmente, 462 estão em leitos de UTI do SUS e 490 em enfermarias de hospitais públicos. A taxa de ocupação está em 94,9% para UTIs adulto e em 65% para enfermarias adulto.

Enquanto esperam por vaga de UTI, alguns pacientes não resistem, como é o caso de Sérgio Randerson Correa, de 47 anos, que faleceu na quinta-feira (11). Ele estava internado em um hospital particular de Primavera do Leste, a 243 km de Cuiabá, e esperou a liberação de um leito de UTI durante uma semana. Sérgio é pai do lutador de jiu-jitsu Kaike Angelim.

A vacinação continua lenta no estado. Pouco mais de 3% da população foi imunizada até agora.

O número de vacinas é insuficiente pra imunizar os grupos prioritários.

Ao todo, Mato Grosso recebeu aproximadamente 280 mil doses das vacinas contra a Covid-19.

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O último levantamento da prefeitura da capital aponta que 30 mil pessoas receberam a primeira dose e 14.824 a segunda dose. Nesta semana o município pretende retomar a vacinação de idosos com 80 anos ou mais e tem 2.300 doses já reservadas.

O caminho da vacina em Mato Grosso: as doses chegam até Cuiabá. São separadas e catalogadas para cada município e, só então, são distribuídas. Na maioria das vezes são embarcadas em aeronaves do Ciopaer para os Escritórios Regionais de Saúde – que ficam em Rondonópolis, Diamantino, Tangará da Serra, Pontes e Lacerda, Cáceres, Água Boa, Alta Floresta, Barra do Garças, Juína, Juara, Sinop, São Félix do Araguaia, Porto Alegre do Norte e Peixoto de Azevedo.

Os responsáveis pela vacinação nos municípios buscam as vacinas nessas cidades e então começam a vacinar.

Fonte: G1 MT

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Saúde

MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.

Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.

A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.

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“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.

O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.

Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.

O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.

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Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.

As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.

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