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Saúde

Mais de 2,8 mil presos e 834 servidores da segurança foram diagnosticados com Covid-19 em MT

Boletim Covid-19 do Sistema Penitenciário de Mato Grosso — Foto: Sesp-MT/Reprodução

Boletim Covid-19 do Sistema Penitenciário de Mato Grosso — Foto: Sesp-MT/Reprodução

Mais de 2,8 mil presos no estado e 834 servidores do sistema penitenciário foram contaminados pelo coronavírus durante a pandemia, em Mato Grosso, conforme dados do boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp-MT), divulgado nessa quinta-feira (27).

Apesar do número de presos infectados ser três vezes maior que a quantidade de servidores diagnosticados com a Covid-19, a taxa de letalidade entre os profissionais da segurança é maior.

Do total de casos confirmados entre os servidores, 19 morreram em decorrência da doença. Já entre os presos foram registrados quatro óbitos.

Ainda segundo a secretaria, 7 servidores e 20 presos aguardam o resultado do teste de Covid.

O documento aponta ainda que 764 funcionários da segurança penal e 2.797 se recuperaram da doença

Servidores da segurança pública são vacinados contra a Covid-19 — Foto: Giuliano Gomes/PR PRESS

Unidades que registraram óbitos entre servidores:

  • Centro de Custódia de Cuiabá (1)
  • Cadeia de Pontes e Lacerda (1)
  • Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas (2)
  • Coordenadoria de Monitoramento Eletrônico (1)
  • Cadeia de Alto Araguaia (1)
  • Cadeia de Nova Mutum (1)
  • Cadeia de Santo Antônio do Leverger (1)
  • Cadeia Várzea Grande(1)
  • Centro de Ressocialização de Cuiabá (2)
  • Núcleo de Educação em Prisões (1)
  • Penitenciária Central do Estado (2)
  • Penitenciária de Água Boa (2)
  • Penitenciária de Rondonópolis (2)
  • Superintendência do Socioeducativo (1)

    Unidades que registraram óbitos entre presos:

    • Cadeia Pública de Alta Floresta (2)
    • Penitenciária Central do Estado (1)
    • Penitenciária de Sinop (1)

     

    Vacinação

     

    Mato Grosso já vacinou mais de 75% dos profissionais da segurança pública estadual e federal, isso significa que mais de 15 mil doses já foram aplicadas entre os policiais.

    A vacinação da categoria começou no dia 8 de abril e deve ser finalizada nos próximos dias.

 

 

Fonte: G1 MT

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Saúde

MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.

Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.

A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.

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“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.

O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.

Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.

O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.

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Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.

As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.

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