Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Saúde

Hospital que fez circuncisão por engano é condenado a pagar R$ 100 mil a paciente no Reino Unido

Terry Brazier deveria ter botox injetado em sua bexiga quando foi fazer um tratamento no Leicester Royal Infirmary, um hospital do Serviço Nacional de Saúde da Inlgaterra, no verão passado.

No entanto, houve uma confusão e depois Brazier disse que ouviu um “desculpe, mas nós circuncidamos você”.

O hospital disse que ficou “profundamente e sinceramente arrependido”.

O homem de 70 anos disse após o procedimento que ficou esperando por duas horas até receber a notícia.

“O que mais eu poderia dizer? Fiquei chocado, não pude acreditar no que eles estavam me dizendo”, disse ele.

‘Evento grave’

O erro foi registrado como um “evento grave”, “um incidente de segurança sério, evitável na maior parte das vezes e que não deve ocorrer se as medidas preventivas disponíveis forem implementadas”.

Foi um dos oito erros cometidos pelos hospitais de Leicester em 2018, informou o Serviço Local de Relatórios sobre Democracia.

O homem, que tem dois netos, disse que decidiu entrar com uma ação na Justiça depois que os hospitais de Leicester admitiram em uma carta que as verificações necessárias não foram realizadas.

Leia Também:  MT Hemocentro abrirá excepcionalmente neste sábado (26) para receber doações

“Fizeram piadas, mas há um lado sério em tudo isso. Poderia ter sido ainda pior para alguém. Alguém poderia acabar tendo a parte do corpo errada amputada”, disse Brazier.

“Isso não deveria ter acontecido e, mais importante, eu não quero que isso aconteça novamente. Você vai para o hospital e deposita sua confiança nessas pessoa. Você não espera que erros sejam cometidos, especialmente não um como este.”

Andrew Furlong, diretor médico da Universidade de Hospitais de Leicester, disse: “Levamos muito a sério esse tipo de evento e realizamos uma investigação completa para garantir que a gente aprenda com esse incidente e faça tudo para evitar que isso aconteça novamente”.

“Embora o dinheiro nunca possa desfazer o que aconteceu, esperamos que este pagamento forneça alguma compensação.”

BBC

Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Saúde

Mais de 7,6 mil bebês nasceram de mães adolescentes em Mato Grosso em 2025

Mais de 7,6 mil bebês nasceram de mães adolescentes em Mato Grosso no ano passado, segundo dados do Painel de Monitoramento de Nascidos Vivos, do Ministério da Saúde. O levantamento registra 7.310 partos de jovens entre 15 e 19 anos e outros 324 de meninas com menos de 14 anos, uma média de aproximadamente 20 nascimentos por dia.

Além de evidenciar uma realidade marcada pela gravidez precoce, os números também chamam atenção para casos que podem estar relacionados ao estupro de vulnerável, especialmente entre as menores de 14 anos, e para os impactos sociais enfrentados por essas adolescentes.

No cotidiano da assistência social, a gravidez na adolescência costuma representar uma ruptura nos projetos de vida. Segundo a psicóloga do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do bairro Pedregal, Emanuele Costa, muitas jovens passam a enxergar a maternidade como único caminho possível.

“É como se a vida dela se resumisse à maternidade, e é isso que vai determinar todo o resto da vida dela”, afirma.

Leia Também:  Anvisa aprova novo fármaco com injeção semestral para prevenção do HIV

A profissional explica que parte das adolescentes procura atendimento espontaneamente, enquanto outras são encaminhadas pelas unidades de saúde. No Cras, elas recebem acolhimento, orientação e acompanhamento para acesso aos benefícios socioassistenciais.

Entre os principais desafios está a evasão escolar. A gravidez, as limitações impostas pela gestação, o período do puerpério e a dificuldade de conciliar os cuidados com o bebê fazem com que muitas interrompam os estudos.

“Nós analisamos se houve ou não a evasão escolar, para ver a possibilidade de essa jovem voltar para a escola. Isso é uma grande questão na gravidez na adolescência, pois muitas deixam de ir ou têm muita dificuldade para voltar. Elas precisam de uma rede de apoio consolidada para conseguir, neste momento, voltar à escola e não ficarem desamparadas em relação aos cuidados com o filho”, destaca.

De acordo com Emanuele, outro aspecto recorrente é a ausência de planejamento para o futuro. Diferentemente de outros adolescentes, que costumam projetar objetivos como concluir os estudos, ingressar na universidade e conquistar independência financeira, muitas jovens grávidas acabam limitando suas expectativas à maternidade.

Leia Também:  Cigarro eletrônico ameaça política de combate ao fumo no Brasil

“Muitas vezes, se ouve na adolescência: ‘eu quero estudar, me formar, passar no Enem e depois comprar uma casa’. Com elas, não. É como se agora a vida dela fosse só isso. Eu vou ser mãe e pronto, não tem planejamento para a vida futura”, relata.

A psicóloga também observa que, na maioria dos atendimentos, os pais das crianças estão ausentes. O suporte costuma vir das mães ou avós das adolescentes, que assumem papel fundamental na construção da rede de apoio.

“Pela nossa vivência, o amparo vem desse lado materno da própria mãe trazer a filha, conversar e tentar restabelecer esse vínculo que, muitas vezes, chega fragilizado. Nisso entra o papel da assistência social e do serviço de fortalecimento de vínculos. É para garantir que a rede de apoio seja mantida, porque essa é uma das principais bases para que a jovem consiga ter uma vida menos vulnerável e fique menos exposta a situações de risco”, conclui.

Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA