Saúde
Frio e gripe aumentam risco de infarto e AVC, alerta cardiologista
A incidência de infarto e AVC (acidente vascular cerebral) aumenta em 30% e 20%, respectivamente, durante o inverno.
Estudos em vários lugares do mundo mostram que a cada 10°C de queda da temperatura, o risco de infarto cresce 7%, especialmente em ambientes abaixo de 14°C.
Nesta época do ano, em que é comum que as pessoas fiquem gripadas, os problemas provocados pelo vírus influenza potencializam a chance de um infarto ou derrame.
No caso do frio, o médico Roberto Kalil Filho, cardiologista e presidente do InCor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP), relata que quando o corpo é submetido a baixas temperaturas ocorre a vasoconstrição.
“O aumento da pressão sanguínea sobre a parede dos vasos que estão com o calibre reduzido, além de sobrecarregar o coração, facilita o desprendimento de placas de gordura localizadas no interior das artérias, que podem bloquear o fluxo do sangue para o coração e para o cérebro.”
Isso acontece porque o organismo luta para manter a temperatura corporal em torno de 36°C. Com o frio, é liberada uma substância chamada catecolamina, que evita a perda de calor em órgãos vitais.
Por isso, as extremidades do corpo, como mãos, pés, orelhas e nariz costumam ficar geladas e às vezes até avermelhadas ou arroxeadas.
O hábito de ingerir menor quantidade de líquidos em dias frios contribui para aumentar a chance de entupimento de artérias, acrescenta o médico.
“Como sentem menos sede no frio, as pessoas acabam ingerindo menos líquido e desidratam. O sangue mais denso e viscoso coagula mais facilmente, o que colabora também para o aumento da pressão sanguínea”, acrescenta Kalil Filho.
Não fosse isso suficiente, quadros gripais também podem piorar a situação.
Doenças respiratórias provocam inflamação nos vasos sanguíneos, aumentando o risco de desprendimento de placas de gordura localizadas nas artérias.
O cardiologista do InCor alerta que determinados indivíduos precisam ficar mais atentos nesta época do ano. São eles:
• Pessoas que já tiveram infarto ou AVC
• Pacientes que precisaram desobstruir alguma artéria
• Hipertensos
• Diabéticos
• Indivíduos com colesterol alto
• Sedentários
• Fumantes
• Obesos
A principal recomendação é evitar a exposição a baixas temperaturas. Se precisar sair, agasalhe-se bem. Outras dicas são importantes:
• Evitar alimentos pesados, ricos em sal e gordura (especialmente à noite)
• Praticar atividades físicas
• Vacinar-se contra a gripe
• Ingerir líquidos com frequência
R7
Saúde
Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.
Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.
O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.
Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.
Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.
Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.
A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.
O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.
Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.
Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.
Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.
Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.
Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.
*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.






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