Saúde
Descubra cinco práticas que ajudam a diminuir as chances de desenvolver câncer colorretal

Esta semana, estamos compartilhando uma série especial em três artigos sobre o câncer colorretal. No artigo de ontem, apresentamos um panorama da doença e como ela impacta a vida das pessoas. Hoje, abordamos a prevenção, destacando cinco hábitos que podem ajudar a reduzir o risco de desenvolver câncer colorretal.
- Aumente a ingestão de fibras na alimentação
Alimentos como frutas, verduras e grãos integrais são ricos em fibras, que favorecem a digestão e ajudam a reduzir o risco de câncer colorretal. Estudos sugerem que consumir cerca de 30g de fibras por dia está associado a uma menor probabilidade de desenvolver a doença. Além da quantidade, é importante variar os tipos de alimentos para garantir uma ingestão equilibrada de fibras e nutrientes essenciais.
- Diminua o consumo de carnes vermelhas e alimentos processados
Dietas ricas em carnes vermelhas e alimentos ultraprocessados, como embutidos, aumentam o risco de câncer colorretal, pois favorecem o desenvolvimento de uma flora intestinal inflamatória, propensa ao aparecimento de pólipos intestinais, que podem se transformar em câncer. Optar por proteínas vegetais ou carnes brancas pode ser uma estratégia eficaz para reduzir esse risco.
- Pratique exercícios físicos regularmente
A atividade física regular é fundamental para manter um peso saudável, combater a obesidade e reduzir o risco de diversas doenças, incluindo o câncer colorretal. A recomendação é realizar pelo menos 150 minutos de exercício moderado por semana.
- Controle o consumo de álcool
O consumo excessivo de álcool é um fator de risco conhecido para o câncer colorretal, além de outros tipos de câncer. Para a prevenção, é essencial moderar o consumo, limitando a ingestão a uma dose diária para mulheres e até duas para homens.
- Evite o tabagismo
Fumar é um dos principais fatores de risco para o câncer colorretal, além de aumentar a probabilidade de outros tipos de câncer. Abandonar o tabaco traz inúmeros benefícios para a saúde e reduz significativamente os riscos ao longo do tempo.
No próximo artigo, compartilharemos orientações mais específicas sobre como adotar um estilo de vida saudável e as etapas importantes no rastreamento e prevenção do câncer colorretal.
Fonte: JovemPan
Saúde
Mais de 7,6 mil bebês nasceram de mães adolescentes em Mato Grosso em 2025

Mais de 7,6 mil bebês nasceram de mães adolescentes em Mato Grosso no ano passado, segundo dados do Painel de Monitoramento de Nascidos Vivos, do Ministério da Saúde. O levantamento registra 7.310 partos de jovens entre 15 e 19 anos e outros 324 de meninas com menos de 14 anos, uma média de aproximadamente 20 nascimentos por dia.
Além de evidenciar uma realidade marcada pela gravidez precoce, os números também chamam atenção para casos que podem estar relacionados ao estupro de vulnerável, especialmente entre as menores de 14 anos, e para os impactos sociais enfrentados por essas adolescentes.
No cotidiano da assistência social, a gravidez na adolescência costuma representar uma ruptura nos projetos de vida. Segundo a psicóloga do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do bairro Pedregal, Emanuele Costa, muitas jovens passam a enxergar a maternidade como único caminho possível.
“É como se a vida dela se resumisse à maternidade, e é isso que vai determinar todo o resto da vida dela”, afirma.
A profissional explica que parte das adolescentes procura atendimento espontaneamente, enquanto outras são encaminhadas pelas unidades de saúde. No Cras, elas recebem acolhimento, orientação e acompanhamento para acesso aos benefícios socioassistenciais.
Entre os principais desafios está a evasão escolar. A gravidez, as limitações impostas pela gestação, o período do puerpério e a dificuldade de conciliar os cuidados com o bebê fazem com que muitas interrompam os estudos.
“Nós analisamos se houve ou não a evasão escolar, para ver a possibilidade de essa jovem voltar para a escola. Isso é uma grande questão na gravidez na adolescência, pois muitas deixam de ir ou têm muita dificuldade para voltar. Elas precisam de uma rede de apoio consolidada para conseguir, neste momento, voltar à escola e não ficarem desamparadas em relação aos cuidados com o filho”, destaca.
De acordo com Emanuele, outro aspecto recorrente é a ausência de planejamento para o futuro. Diferentemente de outros adolescentes, que costumam projetar objetivos como concluir os estudos, ingressar na universidade e conquistar independência financeira, muitas jovens grávidas acabam limitando suas expectativas à maternidade.
“Muitas vezes, se ouve na adolescência: ‘eu quero estudar, me formar, passar no Enem e depois comprar uma casa’. Com elas, não. É como se agora a vida dela fosse só isso. Eu vou ser mãe e pronto, não tem planejamento para a vida futura”, relata.
A psicóloga também observa que, na maioria dos atendimentos, os pais das crianças estão ausentes. O suporte costuma vir das mães ou avós das adolescentes, que assumem papel fundamental na construção da rede de apoio.
“Pela nossa vivência, o amparo vem desse lado materno da própria mãe trazer a filha, conversar e tentar restabelecer esse vínculo que, muitas vezes, chega fragilizado. Nisso entra o papel da assistência social e do serviço de fortalecimento de vínculos. É para garantir que a rede de apoio seja mantida, porque essa é uma das principais bases para que a jovem consiga ter uma vida menos vulnerável e fique menos exposta a situações de risco”, conclui.
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