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Sem defender Mauro, Lula diz que vai entender problemas dos pescadores e promete solução

O presidente Lula (PT) afirmou em evento realizado na última quarta-feira (31.07), durante a entrega do Residencial Colinas Douradas em Várzea Grande, que vai procurar saber sobre o problema dos pescadores em Mato Grosso.

A fala foi feita após o governador Mauro Mendes (União Brasil) ser vaiado por quem estava no evento. O governador fez todo o seu discurso sob vaias e pediu respeito em mais de uma ocasião, mas não foi ouvido.

“Muitas vezes podemos consertar ou, se estiver correto, dizer que está correto. Mas vou me inteirar do processo para que possamos ajudar o Estado e cada pessoa”, enfatizou Lula após as vaias contra Mauro Mendes.

O presidente Lula chegou a intervir, afirmando que o governador não estaria lá porque ele queria, e sim porque foi convidado pelo presidente, mas a intervenção também não adiantou.

A situação piorou quando o governador defendeu a lei de proibição da pesca, intitulada Lei do Transporte Zero, e afirmou que os pescadores vão agradecê-lo no futuro.

“Então eu espero sinceramente que, assim como os produtores e mais de 70% dos mato-grossenses que hoje nos aplaudem, daqui a cinco anos, não para minha satisfação, mas para o bem de vocês, vocês possam reconhecer que nós fizemos o melhor para os pescadores”, discursou Mauro Mendes.

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A fala de Lula criou esperança entre os pescadores

O pescador Miguel dos Santos, 63 anos, que participou do protesto, afirmou que a lei do governador não permitiu que os pescadores trabalhassem. Ele rebateu a fala de Mauro Mendes de que, daqui a cinco anos, os pescadores o agradeceriam.

“Durante esses cinco anos, como ficam os pescadores? Nós queremos só trabalhar”, afirmou. “Hoje o Lula entendeu a situação de Mato Grosso e esperamos que ele olhe para os pescadores”, completou.

Valdinei Magalhães, 50 anos, que também é pescador, comentou que a decisão de protestar no evento foi para chamar a atenção para os problemas pelos quais os pescadores estão passando.

“Esse governo acabou com nossa vida; os peixes que dão renda para nós são o pintado, a piraputanga e o dourado. Estamos passando necessidade, e eles querem pagar uma mixaria que ganhamos em uma semana”, afirmou. “A fala do Lula é uma esperança; eu acredito nele porque ele é o presidente dos pobres. Espero que ele dê uma força para nós”, completou.

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TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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