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Empresário Reinaldo Moraes, “Rei do Porco” será o coordenador geral de Bolsonaro em MT

A filiação do empresário Reinaldo Morais, mais conhecido como ‘Rei do Porco’, no PL do presidente Jair Bolsonaro e do senador Wellington Fagundes, presidente do partido no Estado, dias atrás, foi o ponto de partida para uma arrancada de filiações dos liberais em Mato Grosso com o mote de fortalecer o presidente da República, ter uma candidatura ao governo do Estado, além de eleger cinco deputados estaduais e três federais.

Reinaldo de morais, que disputou a eleição suplementar para o Senado em 2020 e ficou em décimo lugar, com 36.545 votos, em uma disputa que contou com 11 candidatos, deu a largada, conforme o senador Wellington Fagundes na “Caravana Verde e Amarelo”, que visa percorrer todas as regiões de Mato Grosso para aproveitar a janela partidária e cravar filiações.

A caravana vai se estender durante todo o mês de março, e início de abril, e começa neste fim de semana em Sinop. Embora admita que o projeto maior é a reeleição do presidente Jair Bolsonaro e o fortalecimento do partido no Estado, o senador Wellington Fagundes procura deixar evidente que o seu projeto é o de reeleição, porém, admite que vem sofrendo uma pressão direta do presidente para disputar a sucessão do governador Mauro Mendes (UD).

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A ponto de afirmar que até toparia essa missão se tivesse o apoio dos irmãos Campos, senador Jaime Campos e ex-governador Júlio Campos, e de parte do MDB.

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TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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