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Política

Botelho destina recursos para pavimentação em Alta Floresta


Vereador Douglas Teixeira apresentou projeto no gabinete do deputado Botelho

Foto: MAURICIO BARBANT / ALMT

O nortão mato-grossense vai receber investimentos do deputado Eduardo Botelho (União Brasil), presidente da Assembleia Legislativa. Convênios estão sendo liberados para a efetivação de 100% da pavimentação asfáltica no Jardim Universitário, de Alta Floresta. Além de indicações que vão ajudar os pequenos produtores da agricultura familiar, com a aquisição de patrulha mecanizada; dois ônibus para o transporte escolar e uma van para pacientes e dois poços artesianos para as comunidades Pista do Cabeça e Rio Verde.

Serão R$ 2 milhões destinados por Botelho, por meio de convênio junto à Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística (Sinfra) para a pavimentação do Jardim Universitário. Orçado em R$ 6 milhões, o projeto contará também com recursos federais.

De acordo com o vereador Douglas Teixeira (PSC), a iniciativa de Botelho será de grande valia para o município e região, onde também indicou investimentos para Carlinda, Nova Monte Verde, Apiacás, Nova Bandeirantes e Distrito Japuranã.

“Agradecemos o deputado Botelho que destinou emendas e indicações para Alta Floresta. O bairro Jardim Universitário, que sofre com lama e poeira dependendo da estação, vai receber pavimentação no bairro todo, com a emenda de R$ 2 milhões do deputado”, afirmou o vereador, durante reunião que apresentou o projeto na ALMT.  

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Outras ações estão sendo defendidas por Botelho, uma delas é a reforma de cinco escolas estaduais. E outra para asfalto nas ruas H-12 e H-13, setor RI e Rua B-3, setor B.

“Botelho é municipalista e vê a região do extremo norte com muito carinho e tem investido muito no nosso município. Esse projeto de asfalto já está sob análise da Sinfra, para assinatura do convênio e os 3,5 mil moradores estão ansiosos para receber o benefício. É uma questão de saúde pública”, declarou o vereador.

“Estamos atendendo o vereador e a população. Já encaminhamos, foi aprovado e estamos destinando dois milhões de reais para que possa ser feito asfalto no Jardim Universitário. Tem várias ações, inclusive, para destinar máquinas e dois poços artesianos. Alta Floresta e toda região precisam de muitos investimentos em obras de pavimentação asfáltica e outros setores. Por isso, trabalhamos para viabilizar asfalto e ajudar a agricultura familiar, saúde e educação”, defendeu Botelho.

Confira as indicações do deputado para Alta Floresta e região:

–  Recuperação do asfalto da MT-208 e MT-320, no trecho de Alta Floresta a Nova Santa Helena;

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– Instalação da Delegacia Fluvial em Alta Floresta;

– Implantação de leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTIs) e unidade de Hemodiálise ao Hospital Regional Albert Sabin;

– Construção de ginásio poliesportivo coberto;

– Construção de uma Unidade de Pronto Atendimento – UPA 24 HORAS;

– Construção de hospital veterinário público;

– Implantação de um Centro de Convivência da Melhor Idade;

– Instalação de Patrulha Rural da Polícia Militar;

– Regularização fundiária;

– Fiscalização ostensiva na rodoviária para que os idosos tenham acesso a gratuidade das passagens intermunicipal ou o desconto de 50%;

– Criação de um Hospital Materno Infantil;

– Implantação de um CAPS – Centro de Apoio Psicossocial;

– Recursos para Agricultura Familiar;

– Construção de Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher;

– Caminhão de coleta de lixo;

– Escavadeira hidráulica;

– Patrulha mecanizada.

Fonte: ALMT

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Eleições

PL chega à reta final da eleição dividido em Mato Grosso e lideranças da sigla aderem a Pivetta

Mesmo com Wellington Fagundes como candidato próprio ao Governo, prefeitos e importantes nomes do Partido Liberal passaram a apoiar publicamente Otaviano Pivetta; nesta quarta-feira, José Medeiros e Odílio Balbinotti participaram de ato ao lado do governador

A poucos dias das eleições, o Partido Liberal (PL) chega à reta final da disputa pelo Governo de Mato Grosso enfrentando uma divisão interna que se tornou cada vez mais explícita durante a campanha. Mesmo tendo o senador Wellington Fagundes como candidato oficial ao Palácio Paiaguás, importantes lideranças da própria legenda decidiram seguir outro caminho e declarar apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta, do Republicanos.

O episódio mais recente ocorreu nesta quarta-feira (30), em Rondonópolis. Durante uma caminhada de campanha de Pivetta, participaram do ato o prefeito Cláudio Ferreira, o deputado federal e candidato ao Senado José Medeiros e o empresário Odílio Balbinotti, suplente na chapa de Medeiros. Os três são ligados ao PL.

A presença de Medeiros ao lado de Pivetta chamou atenção porque Wellington Fagundes é justamente o candidato escolhido pelo PL para disputar o Governo do Estado. Segundo veículos que acompanharam o evento, Medeiros e Balbinotti manifestaram apoio político à candidatura do governador, aprofundando o distanciamento dentro da própria sigla.

Cláudio Ferreira já havia tornado público seu posicionamento. Durante o ato desta quarta-feira, o prefeito de Rondonópolis voltou a defender a continuidade da atual administração estadual e afirmou que trabalhará eleitoralmente por Pivetta.

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Divisão vem aumentando durante a campanha

O problema interno do PL, porém, não começou agora. Nas últimas semanas, diversos prefeitos filiados à legenda anunciaram apoio a Pivetta, contrariando a candidatura própria do partido.

Entre os nomes já mencionados publicamente estão os prefeitos Flávia Moretti, de Várzea Grande; Cláudio Ferreira, de Rondonópolis; Sérgio Machnic, de Primavera do Leste; Carlão Borchardt, de Tabaporã; e Edilson Piaia, de Campo Novo do Parecis. Reportagens publicadas durante a campanha chegaram a apontar o apoio de pelo menos 14 prefeitos ligados ao PL ao projeto de reeleição de Pivetta.

A situação chegou a provocar reação da direção estadual da legenda. No início de setembro, o presidente estadual do PL, Ananias Filho, informou que procedimentos relacionados à fidelidade partidária de prefeitos que apoiavam Pivetta seriam analisados internamente, inclusive com possibilidade de punições.

Ao mesmo tempo, Ananias procurou minimizar publicamente a dimensão da crise, afirmando que divisões também existem em outros partidos e coligações.

Wellington pediu fidelidade

Wellington Fagundes também já se pronunciou sobre o movimento. Em setembro, o candidato afirmou que os filiados deveriam respeitar a decisão tomada pela maioria do partido durante a convenção que confirmou sua candidatura ao Governo. Apesar da cobrança por fidelidade, declarou que não pretendia transformar as divergências em confronto aberto com os correligionários.

Posteriormente, ao comentar o apoio de prefeitos do próprio partido a Pivetta, Wellington afirmou que não guardava mágoa e que cada liderança teria o direito de agir conforme sua consciência.

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Racha fica ainda mais evidente

O cenário evidencia uma situação incomum dentro do PL mato-grossense: de um lado, a estrutura oficial do partido mantém Wellington Fagundes como candidato ao Governo; de outro, prefeitos, lideranças municipais e agora nomes diretamente envolvidos na chapa do Senado aparecem publicamente ao lado do principal adversário do próprio candidato da legenda.

No lançamento da candidatura de José Medeiros ao Senado, realizado no dia 17 de setembro, Wellington não participou do evento, enquanto prefeitos do PL que apoiam Pivetta estiveram presentes. Cláudio Ferreira chegou ao encontro usando adesivos de Pivetta e do então candidato ao Senado Mauro Mendes, segundo reportagens sobre o evento.

Agora, com Medeiros e Balbinotti aparecendo diretamente em uma caminhada eleitoral de Pivetta, a divisão deixou de ficar restrita aos prefeitos e passou a envolver alguns dos principais nomes da legenda na campanha estadual.

A quatro dias da votação de 4 de outubro, o PL enfrenta, portanto, o desafio de disputar o Governo de Mato Grosso enquanto parte expressiva de suas próprias lideranças trabalha politicamente pela candidatura adversária.

Mais do que divergências pontuais, os movimentos registrados durante a campanha mostram que o PL chega ao momento decisivo da eleição sem unidade em torno de sua própria candidatura ao Palácio Paiaguás.

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