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Brasil

Tarcísio diz que Lula não tem mais nada a oferecer para o povo como presidente

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), elevou o nível das críticas ao Governo Federal e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista exclusiva à Jovem Pan FM, Tarcísio diagnosticou um “esgotamento de modelo” na administração petista e afirmou que o ciclo político de Lula “chegou ao fim”.

Embora tenha evitado lançar-se oficialmente à Presidência, reforçando que sua prioridade é a gestão de São Paulo, o governador destacou que o estado será central na organização da oposição.

Críticas Diretas e Foco no Futuro

Tarcísio fez duras críticas à atual equipe de governo, classificando-a como “muito ruim” e acusando o PT de não possuir um projeto claro para o país.

“Eles não têm um projeto de Brasil e estão esgotados. Tem um esgotamento de modelo. São 40 anos com o mesmo grupo discutindo a mesma coisa,” disparou o governador.

Dirigindo-se diretamente a Lula, Tarcísio questionou a longevidade do petista na cena política, que disputa eleições presidenciais desde 1982. “Chega, tá bom, já deu a contribuição dele. Não tem mais o que oferecer,” concluiu Tarcísio, defendendo a necessidade de alternância.

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O Papel de São Paulo na Oposição
Apesar de priorizar o compromisso com projetos estruturantes estaduais, Tarcísio reconheceu o peso político de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.

Segundo ele, o estado será decisivo no “arranjo da centro-direita” para o próximo pleito nacional, atuando ativamente “em prol do grupo, em prol de um projeto de Brasil que seja um projeto de transformação.”

Fonte Jovem Pan

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Brasil

Brasileiro trabalhou 150 dias em 2026 apenas para pagar tributos, aponta estudo do IBPT

Carga tributária efetiva sobre renda, consumo e patrimônio dos brasileiros chegou a 41,1% em 2026, conforme levantamento

Os brasileiros precisaram trabalhar até o dia 30 de maio de 2026 apenas para pagar impostos, taxas e contribuições cobrados pelos governos federal, estaduais e municipais. É o que revela um levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). Pelo estudo, a carga tributária efetiva sobre a renda, o consumo e o patrimônio da população neste ano está em 41,10%.

Na prática, o percentual representa 150 dias do calendário dedicados exclusivamente ao pagamento de tributos. O resultado mantém o Brasil em um dos mais altos patamares de carga tributária das últimas décadas, conforme os dados do IBPT.

Os dados mostram que a tributação sobre os brasileiros cresceu de forma gradual desde o início dos anos 2000. Em 2003, a carga tributária efetiva era de 36,98%. Em 2007, passou para 40,01% e, desde então, permaneceu próxima ou acima da faixa dos 40%, atingindo 40,80% em 2021, 2022 e 2025.

Em nota, o Instituto destaca que o presidente-executivo do IBPT e um dos autores do estudo, João Eloi Olenike, avalia que o cenário é preocupante já que a elevada arrecadação não tem sido acompanhada pela percepção de melhorias nos serviços públicos.

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“Apesar da alta arrecadação, a população ainda não percebe um retorno proporcional em serviços públicos de qualidade”, salienta Olenike.

O estudo mostra, ainda, que a quantidade de dias trabalhados para pagar tributos praticamente dobrou nas últimas décadas. Em 1986, eram necessários 82 dias de trabalho para quitar a carga tributária. Em 1988, o número caiu para 73 dias, em contrapartida voltou a crescer e alcançou 130 dias em 2001. Segundo os dados, nos últimos 20 anos, os dias de trabalho para custear impostos permaneceram entre 140 e 150 dias.

Segundo o IBPT, hoje o brasileiro trabalha quase o dobro do que trabalhava na década de 1970 para cumprir suas obrigações tributárias.

Para chegar aos resultados por meio da análise comparativa, o estudo foi utilizado, para fins tributários, a faixa mensal de rendimento de até R$ 3.000,00 (classe baixa), de R$ 3.000,00 a R$ 10.000,00 (classe média) e acima de R$ 10.000,00 (classe alta).

Aumentos de impostos influenciaram resultado

A base de cálculo do levantamento abarca o período entre maio de 2025 e abril de 2026. O estudo inclui tributos federais, estaduais e municipais, como IRPF, INSS, ICMS, IPI, ISS, IPVA, IPTU, taxas diversas e contribuições.

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Entre os fatores que contribuíram para a manutenção da elevada carga tributária, o Instituto destaca mudanças como aumentos das alíquotas do ICMS em estados como Maranhão, Rio Grande do Norte e Piauí, além da ampliação da cobrança do ICMS sobre importações realizadas por meio do Programa Remessa Conforme, da Receita Federal.

O estudo também cita os efeitos da chamada “taxa das blusinhas”, que manteve a cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50.

Outro destaque entre os principais aumentos de tributação no período do estudo foi o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que impactou as operações de crédito empresarial, câmbio, previdência privada e seguros.

Também pesaram no cálculo a ampliação da tributação sobre apostas esportivas e jogos online, o aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para fintechs e instituições financeiras, a elevação da alíquota do Imposto de Renda sobre Juros sobre Capital Próprio (JCP) e o aumento do Imposto de Importação para alguns produtos de tecnologia.

IBPT

Fundado em 1992, o IBPT é uma entidade especializada em estudos sobre o sistema tributário brasileiro e atua na produção de pesquisas relacionadas à arrecadação e transparência fiscal.

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