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Bolsa Família já destinou mais de R$ 10 bilhões para crianças, adolescentes e gestantes, entre março e agosto

Desde o relançamento do Bolsa Família em março deste ano, o investimento do Governo Federal nas crianças, nos adolescentes e nas gestantes supera a marca de R$ 10 bilhões. A primeira infância, que compreende a faixa etária de zero a seis anos, é a responsável pelo maior quantitativo: R$ 7,94 bilhões. Já as crianças e os adolescentes de sete a 18 anos incompletos receberam ao todo R$ 2,07 bilhões, enquanto as gestantes foram beneficiadas com R$ 127 milhões.

O Dia da Infância é comemorado nesta quinta-feira, 24 de agosto. Os números do Bolsa Família comprovam a retomada do conceito fundamental de família pelo programa, que leva também em conta o tamanho e as características de cada lar para a concessão dos benefícios. 

“Nessa nova mudança, e isso foi uma preocupação muito grande do presidente Lula, fortalecemos a primeira infância. Nós sabemos o quanto ela é uma das fases mais importantes na vida de qualquer ser humano”, destacou Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.

Em agosto, 9,24 milhões de crianças de até seis anos são atendidas, totalizando um investimento de R$ 1,3 bilhão. Já na faixa etária dos sete aos 18 anos incompletos, são 15 milhões de contemplados neste mês, com repasse de R$ 683 milhões. O Benefício Variável Familiar atende ainda mais de 843 mil gestantes, com R$ 40 milhões ao todo.

Foto: André Oliveira/MDS

Apenas entre julho e agosto, o programa de transferência de renda do Governo Federal incluiu 110.657 crianças de zero a seis anos para o recebimento dos benefícios. Cada uma recebe o adicional de R$ 150, exceto as crianças de famílias que estão na Regra de Proteção por terem elevado a renda e que, por isso, recebem metade do benefício.

Os recursos ajudam famílias como a de Cassilene Santos Rocha, de 39 anos. Moradora da Cidade Estrutural (DF), a mãe solo de Emanoel (6 anos), Júlio César (10), Jullya Maria (16) e Pedro Henrique (21) tem no Bolsa Família um auxílio necessário para o sustento do dia a dia. “O Bolsa Família é um achado, me ajuda muito. Eu corro atrás, faço o que eu posso para não deixar faltar”, conta.

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Os R$ 250 adicionais pelos filhos mais novos também têm feito a diferença. “Esse valor a mais me ajuda a comprar uma medicação, um biscoito para tomar um café, materiais para fazer um bolo”, comenta.

“O Pedro já tem a vida dele. A Jullya tem o sonho de mexer com confeitaria e veterinária. Torço muito, peço muito a Deus para que eles consigam e eu tenha vida até lá para ver o progresso deles, ver que realizaram o sonho deles. Vai ser muito gratificante. Quer dizer que o meu trabalho não foi em vão, teve um resultado”, acredita.

O recurso específico para crianças na primeira infância foi uma promessa de campanha do presidente Lula. Antes da posse e graças ao trabalho do Governo de Transição, foram assegurados recursos pela PEC 32/2022 para que cada lar beneficiário do Bolsa Família recebesse o valor mínimo de R$ 600.

O adicional de R$ 150 foi aplicado em março, no relançamento do programa. Já em junho, foram incorporados os R$ 50 extras para gestantes, crianças e adolescentes de sete a 18 anos incompletos, além da renda per capita de R$ 142. Esse valor garante que cada criança com menos de seis anos receba, por mês, o total de R$ 292.

O Bolsa Família segue também com o foco nas mulheres. Neste mês, elas representam 82% dos responsáveis familiares. O estado de Goiás é o que tem o maior percentual de mulheres como chefes do lar atendido: 89%.

Acompanhamento

A criança na primeira infância também é prioridade absoluta do Governo Federal no acesso à saúde e à educação. Por isso, os responsáveis por elas devem acompanhar o calendário vacinal e as medidas de peso e altura, para assegurar o crescimento e o desenvolvimento infantil. As crianças também precisam estar matriculadas e frequentando a escola.

Esses são compromissos das chamadas condicionalidades. Elas foram criadas para reforçar o acesso da população a direitos sociais básicos e para identificar possíveis vulnerabilidades. Para que o acompanhamento possa ocorrer, a família beneficiária precisa informar na escola, no ato da matrícula, ou no posto de saúde, por exemplo no momento da vacinação, que a criança é de um lar que recebe o Bolsa Família.

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Outro acompanhamento que as famílias beneficiárias passam a ter bem de perto é o do Criança Feliz, agora chamado de Programa Primeira Infância no SUAS. No início deste mês, a Comissão Intergestores Tripartite (CIT) aprovou, por unanimidade, a resolução que pactua o reordenamento da iniciativa. A partir dela, as visitas domiciliares e sua supervisão passam a integrar o Serviço de Proteção Social Básica no Domicílio.

A partir do momento que o Criança Feliz doi integrado ao SUAS, as visitas nos domicílios das crianças que recebem o Benefício Primeira Infância foram priorizadas.

O programa tem o objetivo de apoiar e acompanhar o desenvolvimento infantil integral na primeira infância, e de facilitar o acesso da gestante, das crianças e das famílias às políticas e aos serviços públicos necessários. Por meio das visitas domiciliares, ofertadas pelos municípios, os profissionais focam nas brincadeiras, nas relações das crianças com os responsáveis, e conseguem identificar vulnerabilidades e até situações de violência.

Estudos apontam que contribui com o desenvolvimento infantil ter horário para brincar e ter a oportunidade de viver relações com mais diálogos. Com as duas coisas andando juntas, a renda e a proteção no domicílio, o  MDS espera fazer com que essas crianças fiquem no mesmo nível de desenvolvimento infantil das que não estão em situação de pobreza.

Atualmente, o Criança Feliz está presente em 3.014 municípios e conta com mais de 25 mil profissionais envolvidos, entre visitadores, supervisores e multiplicadores. Desde 2017, o programa realizou 88 milhões de visitas domiciliares e atendeu 1,3 milhão de famílias, sendo 1,5 milhão de crianças e 400 mil gestantes.

Fonte: Ministério Do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome 

Fonte: Brasil Geral

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Pesquisa BTG/Nexus mostra empate de Lula com Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado no 2º turno

Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (3) aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da disputa pela Presidência da República, tanto no primeiro quanto no segundo turno das eleições de 2026. Apesar da vantagem numérica, os cenários apresentados pelo levantamento configuram empate técnico dentro da margem de erro.

Este é o primeiro levantamento realizado após as convenções partidárias que oficializaram as candidaturas dos principais concorrentes à Presidência.

No cenário de primeiro turno, Lula aparece com 41% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 37%. Em relação à pesquisa anterior, divulgada em 27 de julho, o presidente perdeu um ponto percentual, enquanto o parlamentar ganhou quatro pontos.

Com isso, a diferença entre os dois caiu de nove para quatro pontos percentuais, menor distância registrada entre ambos desde abril na série histórica do instituto. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o resultado configura empate técnico.

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Nos cenários simulados de segundo turno, Lula também aparece numericamente à frente, mas dentro da margem de erro em duas disputas. Contra Flávio Bolsonaro, o petista soma 46% das intenções de voto, enquanto o adversário alcança 45%. No levantamento anterior, o placar era de 47% a 43%.

Já em uma eventual disputa com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), Lula registra 46%, contra 42% do adversário. Na pesquisa anterior, os dois apareciam com 45% e 43%, respectivamente.

O presidente mantém vantagem mais confortável sobre o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 46% contra 40%. No levantamento anterior, o cenário era de 46% para Lula e 42% para Zema.

Em uma disputa contra Renan Santos, líder do Movimento Brasil Livre (MBL) e candidato pelo partido Missão, Lula aparece com 47% das intenções de voto, enquanto o adversário registra 37%. Na pesquisa anterior, o cenário era de 47% a 39%.

O levantamento também mostra empate entre Lula e Flávio Bolsonaro no índice de rejeição. Ambos aparecem com 49%. Em comparação com a pesquisa anterior, a rejeição ao presidente aumentou um ponto percentual, enquanto a do senador recuou na mesma proporção.

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Os demais candidatos registraram os seguintes índices de rejeição:

Ronaldo Caiado (PSD): 29%;

Romeu Zema (Novo): 31%;

Renan Santos (Missão): 28%.

A pesquisa também mediu a avaliação do governo federal. Segundo o levantamento, 47% dos entrevistados aprovam a gestão de Lula, enquanto 48% desaprovam o governo, resultado que também configura empate técnico dentro da margem de erro.

Na avaliação qualitativa da administração federal, 37% classificam o governo como “ótimo ou bom”, 43% consideram a gestão “ruim ou péssima” e 18% a avaliam como “regular”.

O levantamento ouviu 2.002 eleitores entre os dias 31 de julho e 2 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa BTG Pactual/Nexus está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02874/2026.

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