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Mulher é detida após acusar falsamente homem de tê-la assediado em MT

Uma mulher foi autuada por falsa comunicação de crime nesta terça-feira (11/11), em Sorriso/MT, depois de registrar um boletim de ocorrência no qual afirmava ter sido assediada sexualmente por um cliente. As investigações da Polícia Civil revelaram que o relato era falso e que a própria denunciante chegou a simular marcas de agressão para sustentar a versão.

De acordo com o delegado responsável, a mulher procurou a delegacia relatando que um homem teria enviado mensagens inapropriadas pelo WhatsApp e, em seguida, tentado agarrá-la dentro do escritório onde trabalha. Ela chegou a afirmar que o suposto crime teria sido presenciado por colegas de trabalho.

No entanto, ao analisar as mensagens, a polícia constatou que o cliente havia apenas feito um elogio sem conotação sexual. Mesmo orientada de que aquilo não configurava crime, a mulher manteve as acusações e disse que o homem tentou tocá-la à força, o que levou as autoridades a mobilizar a PRF e a PM para monitorar o suspeito.

A denunciante ainda alegou que havia imagens de câmeras de segurança que comprovavam o assédio. Porém, ao verificar as gravações, os investigadores confirmaram que o homem não havia cometido nenhuma agressão. As imagens mostraram, inclusive, a mulher apertando o próprio braço para criar marcas que sugerissem violência.

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Diante das evidências, ela foi encaminhada à delegacia e autuada em um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por falsa comunicação de crime. A mulher foi liberada após se comprometer a comparecer mensalmente à Justiça enquanto o processo tramita.

A Polícia Civil segue investigando o caso para apurar os motivos que levaram à falsa denúncia e à tentativa de incriminar injustamente o cliente.

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Podemos destaca crescimento de mulheres em postos estratégicos da mineração em MT

O setor mineral em Mato Grosso, que hoje ocupa a 5ª posição no ranking nacional, vive uma transformação que vai além dos números econômicos: a ascensão feminina em cargos de liderança e operação. O deputado Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa, destaca que a presença de mulheres em postos estratégicos é peça-chave para a modernização e sustentabilidade da atividade no estado.

“As mulheres estão cada vez mais presentes na mineração e devemos incentivar isso. Nossa atuação na Assembleia foca em políticas públicas que fortaleçam o setor, visando um desenvolvimento que seja economicamente forte e socialmente justo”, afirmou o parlamentar.

Quebra de Paradigmas e Dados

De acordo com o Relatório de Indicadores do Women in Mining (Mulheres na Mineração) Brasil (WIM Brasil) de 2025, a força de trabalho feminina no setor já atinge 22%, somando mais de 30 mil profissionais no país. O avanço é visível também no topo da pirâmide: elas ocupam 25% das posições executivas e 21% das cadeiras em conselhos administrativos. A meta do setor é chegar a 35% de participação feminina até 2030.

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Para a vice-presidente do Grupo de Trabalho da Mineração na ALMT, Taís Costa, é impossível falar do futuro do setor sem reconhecer essa mudança. “Durante muito tempo, a mineração foi vista como predominantemente masculina. Hoje, vemos mulheres como engenheiras, geólogas e líderes. A presença feminina traz uma visão minuciosa sobre sustentabilidade e responsabilidade ambiental”, pontuou.

Além de Taís, o GT também é composto por Alessandra Panizi, Clarissa Lopes, Fransueli Martelli, Laise Glaucia, Pamela Alegria e Tatiana de Almeida, que estão trabalhando para os avanços da mineração no estado.

Protagonismo na Prática

Exemplos de carreira como o de Suedy Lima, de 33 anos, ilustram essa nova realidade. Recentemente empossada como Coordenadora de Planejamento, Controle e Manutenção (PCM) da Nexa, em Aripuanã, Suedy acumula 15 anos de experiência e traz no currículo o marco de ter sido a primeira supervisora e chefe de manutenção em diversas empresas por onde passou.

“Sinto orgulho da trajetória que construí, sabendo que cada espaço foi resultado de dedicação. É fundamental ocuparmos esses setores onde ainda há caminho a percorrer. Uma mulher puxa a outra, e ver esse crescimento reforça nosso compromisso em abrir caminhos para as que virão”, afirmou.

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O novo cenário da mineração em Mato Grosso também é impulsionado por lideranças como a advogada Pamela Alegria. Especialista em Direito Minerário e uma das idealizadoras da Expominério, a maior feira do setor no estado, ela personifica a união entre o rigor técnico e o fomento ao desenvolvimento. “A presença feminina traz uma visão minuciosa sobre sustentabilidade e responsabilidade regional, transformando a mineração em uma atividade estratégica para o futuro de Mato Grosso”, afirma a advogada.

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